Trump X monarCIA

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Escrito por  –  O Cafezinho

A Agência Central de Inteligência dos EUA define os rumos de Trump

Trump X monarCIA

Wellington Calasans, colunista de O Cafezinho, em Estocolmo

Três semanas depois da posse de Donald Trump, uma força invisível de Washington, através da sua máquina de propaganda — o que alguns chamam de Estado Profundo — mostra quem realmente manda na presidência, e no presidente, daquele país. A indústria bélica tem sede de guerra e fará o que for possível para provar que esta insanidade é menor do que as insanidades de Trump. Pobre povo norte-americano! 

Costumo dizer nos meus comentários em uma rádio angolana, para a qual faço análise da política internacional, que os EUA não vivem uma democracia, mas sim uma monarCIA. Sempre falo isso quando a democracia, no seu sentido pleno, deve ser analisada.

Não sou simpático aos EUA, pois discordo da sua política externa e incapacidade de praticar a diplomacia, mas não ocupo a minha vida com a crítica vazia contra aquele país. Destaco isso para ser honesto com você que faz a leitura deste artigo de opinião.

Tenho lido com alguma atenção diferentes analistas políticos, dentro e fora dos EUA, e percebo que praticamente todos afirmam que Trump está sob uma verdadeira chantagem da CIA. Damon Linker na publicação The Week afirma que “a demonstração de poder bruto exercido pela ‘comunidade de inteligência’ (o que eu, Wellington, chamo de monarCIA) é um grande perigo para o funcionamento normal de uma democracia liberal”.

Linker completa o seu pensamento com a afirmação (tradução livre) de que “o recente episódio do afastamento (alguns dizem que ele foi demitido, mas a versão oficial é de que ele entregou o cargo— Wellington) de conselheiro para a Segurança Nacional dos EUA, Michael Flynn, é uma prova de que as instituições democráticas dos EUA entraram em colapso”.

Como se não bastasse, Damon Linker afirma também que (tradução livre) “a expulsão de Flynn foi um golpe suave (ou assassinato político) projetado por burocratas anônimos da comunidade de inteligência”. Você dificilmente verá um comentário assim na CNN.

Em outra análise, dessa vez com Robert Perry, da publicação Consortium News, vi uma preocupação muito coerente com os recentes movimentos de Obama contra a Rússia e as ações na Síria:

“A verdadeira ‘ofensa’ de Flynn parece ser a de que ele favorece a aproximação com a Rússia em vez da escalada de uma nova e perigosa Guerra Fria. A ideia de Trump de uma aproximação com a Rússia — e uma busca de áreas de cooperação e de compromisso — tem levado o establishment da política externa de Washington a ficar louco durante meses e os neoconservadores, em particular, estão determinados a bloqueá-lo”.

Donald Trump está longe de merecer um único elogio, mas conseguiu em pouco tempo mostrar ao mundo que a democracia nos EUA é uma propaganda enganosa. O que pode, e deve, servir de alerta para muitos que ainda acreditam na possibilidade de existência da democracia em um país onde é permitido o financiamento privado de campanha.

Se Trump ousar desafiar esta estrutura, vai sofrer impeachement ou ser diagnosticado como “psicologicamente incapaz de exercer o cargo”. As primeiras notícias sobre ambas as possibilidades já começaram a ser lançadas pela imprensa. Viva a democracia! Viva a liberdade de imprensa! Que “Deus salve a América”.

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