“Ocupação da Secretaria continua até termos resposta de Alckmin”, diz líder do MTST

“Ocupação da Secretaria continua até termos resposta de Alckmin”, diz líder do MTST

Moradia

Famílias da Ocupação Povo Sem Medo de SBC ocupam a Secretaria Estadual de Habitação desde a tarde de ontem

Julia Dolce |
Os sem-teto exigem uma resposta sobre as negociações do acampamento Povo Sem Medo de São Bernardo do Campo
Alessandro Ramos / MTST

O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) informou que continuará ocupando o prédio da Secretaria Estadual de Habitação de São Paulo até obter um posicionamento do governador Geraldo Alckmin (PSDB) sobre a ocupação do movimento em São Bernardo do Campo.

A ocupação do prédio da secretaria aconteceu na tarde desta quarta-feira (6), com a mobilização de cerca de 800 famílias.

Josué Rocha, dirigente do MTST, ressalta que a principal pauta do movimento nas negociações é a desapropriação do terreno de 78 mil metros quadrados ocupado em São Bernardo do Campo ou a indicação de outras áreas que consigam comportar as famílias. “Não podemos deixar que as famílias saiam de lá sem uma perspectiva de moradias”, disse.

A área ocupada é de propriedade da Construtora MZM Incorporação Limitada e está abandonada há mais de 40 anos. Hoje, ela abriga mais de 12 mil famílias.

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O movimento exige que o terreno seja destinado à construção de prédios por meio do programa Minha Casa Minha Vida Entidades, na faixa 1, destinada a famílias com renda mensal de até mil e oitocentos reais.

Com a mobilização, o MTST conseguiu marcar uma audiência para a próxima segunda-feira, com a presença de Alckmin e do prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, também do PSDB, além do Grupo de Apoio às Ordens Judiciais de Reintegração de Posse.

No entanto, Rocha destaca que, sem o avanço das negociações com o governo, a audiência não fará sentido para o movimento: “Se não, essa audiência acabará cumprindo o papel de agendar um despejo, se não tiver de fato uma negociação. Por isso que a gente permaneceu, porque mesmo depois da marcha até o Palácio dos Bandeirantes, as negociações com o governo do Estado não avançaram, e nossa audiência já é na segunda-feira”.

O dirigente se refere à marcha ocorrida há pouco mais de um mês, no dia 31 de outubro, quando 10 mil integrantes do movimento realizaram uma marcha de mais de 20 km, até o Palácio dos Bandeirantes, na zona oeste de São Paulo, também com o objetivo de pressionar um posicionamento de Alckmin.

Em nota, a Secretaria Estadual de Habitação destacou que “tem mantido diálogo permanente com os representantes do MTST, por meio de audiências e conversas telefônicas, para tratar da ocupação de São Bernardo do Campo”.

7 de dezembro de 201714:32

Via Brasil de Fato

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