Artigo | Fidel entre nosotros

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Memória

Como Lênin, Mao e Che, a verdade sobre Fidel será proibida na grande mídia assim como na História oficial

Eduardo Mara* |
“A vida de Fidel fez renascer e reinventar outras tantas, fez renascer José Martí que segue mais vivo do que nunca”
Reprodução

No próximo dia 1º de janeiro a libertação do povo cubano completará seus 59 anos. Em maio o povo irá às ruas comemorar o 60º dia da classe trabalhadora como a principal celebração do ano na ilha. Essas são as datas em que vale a pena lembrar do comandante da revolução cubana.

É impossível lembrar a morte de alguém que permanece tão vivo na luta dos povos em toda a América Latina. O 25 de novembro é apenas a data onde, há um ano, Fidel Castro deixou de ser um indivíduo singular para tornar-se um marco de estrada na luta dos povos. E a grande mídia golpista em nosso país não entende o porquê de o povo cubano não concentrar nessa data suas homenagens ao seu comandante! O homenagearam com simplicidade e firmeza no dia seguinte: participando ativa e democraticamente da escolha dos rumos da ilha e de seus novos comandantes. 

Como Lênin, Mao e Che, a verdade sobre Fidel será proibida na grande mídia assim como na História oficial: ele é suspeito de ter vencido! Dirigiu uma revolução vitoriosa nas barbas do império, fez a rebeldia do sonho renascer de onde menos se esperava. Ergueu-se contra as interpretações hegemônicas no seio da esquerda que interditavam a ação revolucionária. Mobilizou a criatividade, ousadia, inventividade de um povo como força motriz da mudança social. Fez deste povo o senhor de sua nação e de seu território. 

Mesmo com as gigantescas dificuldades e barreiras econômicas que impediam e impedem o avanço do socialismo na pequena ilha, fez de Cuba um símbolo de progresso em tudo aquilo em que o capitalismo só é capaz de reproduzir o atraso. Aliás, como é estranha a carapuça de ditador ao dirigente de uma revolução que se preocupou, antes de tudo, com a educação de seu povo. A vida de Fidel fez renascer e reinventar outras tantas, fez renascer José Martí que segue mais vivo do que nunca. 

Fidel fez do presente de Cuba o exemplo da solidariedade e dos valores humanos que simbolizam a sociedade emancipada do futuro: seu povo desloca-se ao redor do globo oferecendo gratuitamente tudo o que sabe e que pode socializar com a classe trabalhadora de todos os países. Não oferecem mercadorias a baixo custo, coletivizam saúde, educação, cultura e conhecimento. Viveu o suficiente para derrotar o embargo econômico à ilha. Segue vivendo em cada luta que travamos contra a barbárie e por um mundo mais belo e justo. 

*Doutor em Serviço Social e militante da Consulta Popular

12 de dezembro de 201712:46

Via Brasil de Fato

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