Melhora dos indicadores se baseia no avanço das reformas, diz ministro

Melhora dos indicadores se baseia no avanço das reformas, diz ministro

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse que a melhora dos indicadores econômicos do país está baseada na credibilidade adquirida com o avanço das reformas e, sobretudo, a expectativa de aprovação da reforma da Previdência. Ele participou hoje (13) do Fórum Estadão, na capital paulista, sobre infraestrutura, investimentos e geração de emprego.

“O cenário econômico está baseado na realização de um conjunto de ações que temos defendido. Como a nossa agenda tem avançado, aprovamos várias reformas ao longo de 18 meses, hoje, a economia está em recuperação”, afirmou.

Para o ministro, o Produto Interno Bruto (PIB) potencial do Brasil é de 3,5% nos próximos anos num cenário de reforma da Previdência aprovada. Segundo Oliveira, caso o projeto não passe pelo Congresso, o PIB se manterá em torno de 1%. “Na medida em que não avance, é evidente que haverá uma correção das expectativas e isso significará menos crescimento, menos emprego e menos renda”, disse.

O governo tem trabalhado com mobilizações, convencimento e articulações dos deputados. “Penso que temos que ir avaliando o cenário, passo a passo, e naquele momento em que a gente considerar que é viável, colocar em votação. Mas essa avaliação não é da equipe econômica, é da articulação política do governo”, disse o ministro.

Infraestrutura

Sobre a estratégia do governo para alavancar a infraestrutura, tema discutido durante o evento, Dyogo Oliveira afirmou que o objetivo é aumentar ao máximo a participação privada, tanto na estruturação quanto no financiamento dos projetos.

“Focamos no PPI [Programa de Parcerias por Investimentos]. O governo recebeu R$ 30 bilhões em outorgas este ano e foram R$ 69 bilhões em investimentos de infraestrutura. Temos uma carteira com 89 projetos, que representam R$ 103 bilhões em investimentos”, disse. Oliveira acrescentou a importância do fluxo de capital externo, que somou R$ 82 bilhões de dólares nos últimos 12 meses.

Via EBC ECONOMIA

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