ECONOMIA

Meirelles fará teleconferência com agências de classificação de risco na quinta

Meirelles fará teleconferência com agências de classificação de risco na quinta

Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, concede entrevista para falar sobre a previsão de crescimento da economia para 2018 (José Cruz/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, conversará com representantes das principais agências de classificação de riscoJosé Cruz/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, conversará na manhã de quinta-feira (21) com representantes das principais agências de classificação de risco por teleconferência. Em nota, o ministério informou que ele falará sobre a reforma da Previdência e as perspectivas para a economia brasileira em 2018.

Após o anúncio do adiamento para fevereiro da votação na Câmara da reforma da Previdência, na última quinta-feira (14), a agência de classificação de risco Moody’s soltou um alerta sobre o impacto da demora na votação sobre a nota de crédito no país. No mesmo dia, o ministro disse que a equipe econômica não está aberta a novas negociações e que iria esclarecer a situação com as agências de rating.

Por tratar-se de uma proposta de emenda à Constituição, a reforma da Previdência precisa de 308 votos na Câmara, em dois turnos, para ser aprovada. Para Meirelles, uma derrota em plenário neste momento teria custos maiores do que uma mudança na data de votação para tentar articular a aprovação pelos parlamentares.

A classificação de risco por agências estrangeiras representa uma medida de confiança dos investidores internacionais na economia de determinado país. As notas servem como referência para os juros dos títulos públicos, que representam o custo para o governo pegar dinheiro emprestado dos investidores. As agências também atribuem notas aos títulos que empresas emitem no mercado financeiro, avaliando a capacidade de as companhias honrarem os compromissos.

Atualmente, as três principais agências de classificação de risco – Moody’s, Fitch e Standard & Poor’s – mantém o Brasil dois níveis abaixo do grau de investimento com perspectiva negativa, com a possibilidade de rebaixamento a qualquer momento. O grau de investimento representa a garantia de que o país não corre risco de dar calote na dívida pública.

Via EBC ECONOMIA

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