Movimentos populares e parlamentares seguem em alerta contra a Reforma da Previdência

Movimentos populares e parlamentares seguem em alerta contra a Reforma da Previdência

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Estudos comprovam que Previdência Social do Brasil não é deficitária

Jaqueline Deister |
Parlamentares e integrantes de movimentos sociais em audiência pública na Alerj
foto: divulgação

A imposição de uma agenda política e econômica que não passou pelas urnas e tem promovido um desmonte no setor do petróleo e gás e na legislação trabalhista agora tenta chegar à Previdência Social. Movimentos sociais e parlamentares progressistas estão unidos para evitar que a política de retrocessos sociais avance para o setor público da seguridade social.

A greve de fome iniciada por integrantes dos Movimentos dos Pequenos Agricultores, das Mulheres Camponesas e dos Trabalhadores por Direitos que durou 10 dias e envolveu 40 pessoas em sete estados gerou repercussão internacional ao perigo que a Reforma da Previdência pode representar para a sociedade brasileira. Beto Santos é militante do Movimento dos Pequenos Agricultores no Rio de Janeiro. Em audiência pública realizada na quinta-feira, dia 14, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, a Alerj, para tratar sobre o impacto da greve de fome, ele explicou que a classe dos trabalhadores rurais será muito atingida com as mudanças propostas pela Reforma.

“Vai ter uma progressão de idade para os trabalhadores rurais se aposentarem. O trabalhador rural vai perder também a condição de segurado especial e terá que pagar mensalmente para se aposentar. Isso é um problema porque a agricultura familiar  é sazonal, você produz em determinados períodos do ano apenas. Muitas pessoas não vão conseguir pagar e se aposentar, caso seja aprovada”, destaca Santos.

O encontro reuniu deputados estaduais do Partido Socialismo e Liberdade, o Psol; do Partido dos Trabalhadores, o PT; representantes de mandatos de deputados federais e militantes de movimentos sociais. Para o deputado estadual Waldeck Carneiro, do PT, que esteve presente na audiência, a Reforma da Previdência está estruturada num projeto político que atende aos interesses do capital internacional. Segundo Carneiro, há estudos que comprovam que a Previdência Social brasileira não é deficitária como afirma o governo.

“Ela não é deficitária, nós temos estudos fidedignos, de movimentos organizados, agora uma CPI no Congresso Nacional, que tem conclusões cristalinas sobre a condição de superávit da Previdência”, afirma o deputado.

Na última semana, os sete militantes que estavam em greve de fome há dez dias no Congresso Nacional encerram a ação após o anúncio oficial feito pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, do Democratas do Rio de Janeiro, o DEM, em adiar a votação do texto para fevereiro do próximo ano. Os movimentos afirmam que seguem em alerta com as articulações que pretendem colocar a Reforma da Previdência em votação.  

18 de dezembro de 201711:02

Via Brasil de Fato

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