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Mudanças no transporte público afetam a população de Salvador

Mudanças no transporte público afetam a população de Salvador

MOBILIDADE

Integração do metrô com reestruturação das linhas de ônibus divide opiniões

Jamile Araújo com colaboração de Edmilson Barbosa e Carolina Guimarães |
Usuários do Metrô estão divididos sobre o resultado da integração com ônibus
Divulgação CCR Metrô Bahia

Após mais de 14 anos de espera, a população soteropolitana, viu realizar o projeto de funcionamento do metrô de Salvador, que se iniciou no fim dos anos 1990. Com três milhões de habitantes e investimentos realizados pela prefeitura e governo do estado, Salvador deu um salto de qualidade no quesito mobilidade.

Entre as capitais, a cidade ocupa o terceiro lugar em extensão de linha do sistema metroviário. A perspectiva é de que até março de 2018 a Linha 02, que ligará a Estação Acesso Norte até o Aeroporto, seja concluída (atualmente a linha vai até a Estação Mussurunga). Então, o metrô passará a ter 45 km de extensão e Salvador será a primeira capital a dispor do transporte de trem interligando o aeroporto ao terminal rodoviário.

Após um longo período de tentativas de negociação entre governo do estado e prefeitura, o sistema de integração entre metrô e ônibus foi efetivada. Porém, uma nova polêmica dividiu a opinião da população: a retirada de linhas nos bairros. Foram mais de 40 linhas modificadas, criadas ou extintas, gradativamente, em um processo que irá até fevereiro de 2018, para atender ao sistema intermodal na cidade.

Para Eliane da Cruz, moradora do bairro do Cabula, a chegada do metrô e da integração foi boa, mas, a retirada de parte das linhas do bairro dificultou o translado. “Depois que a gente pega o metrô e chega ao ponto de ônibus, demora muito tempo esperando, melhora em uma coisa e piora em outra”, afirma Eliane.

Já no caso da estudante Jocileide Coelho, moradora do bairro de Nova Brasília, a implantação do sistema metroviário foi positiva, o fluxo do ônibus do bairro para a Estação Pituaçu foi favorável. “Depois da integração foi criada uma linha até a Estação Pituaçu, que tem muito mais veículos que antes e torna mais rápido a chegada”, comenta Jocileide.

Segundo o cozinheiro Fagner Ataíde, morador do bairro da Boca do Rio, o metrô veio para ajudar as pessoas. “Mas, em algumas localidades, como eu mesmo que moro na orla, a retirada de algumas linhas prejudicou, fico esperando ônibus da região metropolitana para ir para o trabalho”.

Retenção de verbas do Governo Federal

Apesar de algumas verbas federais aprovadas para o estado estarem retidas, a exemplo dos R$ 335 milhões que seriam investidos nas obras do metrô, o Secretário da Casa Civil, Bruno Dauster afirma que não haverá atrasos na finalização da linha 2. Através do fundo garantidor e de recursos próprios a obra será finalizada. “100 milhões já foram cobertos pelo nosso Fundo Garantidor e os outros acabaremos pagando, se for necessário, para a obra não parar”, disse Dauster.

20 de dezembro de 201717:16

Via Brasil de Fato

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