Movimentos e centrais sindicais agendam atos a partir de segunda em defesa de Lula

Movimentos e centrais sindicais agendam atos a partir de segunda em defesa de Lula

Eleição 2018

“É uma defesa da democracia contra a parcialidade do poder judiciário, que atinge o ex-presidente”, diz dirigente do MST

José Eduardo Bernardes |
Lula em ato realizado no Rio de Janeiro por artistas e intelectuais
Mídia Ninja

As movimentações em torno do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Porto Alegre (RS), no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), na próxima semana, tem mobilizado movimentos populares em todo o país. A partir de segunda-feira (22), uma série de atos estão programados na na capital gaúcha.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), vai fazer uma marcha no dia 22 e, na sequência, vai montar acampamento em Porto Alegre.

No dia seguinte, na terça-feira (23), a Frente Brasil Popular, organização que reúne movimentos, partidos políticos e centrais sindicais, também vai realizar uma marcha, seguida por uma vigília no entorno do tribunal. A mobilização segue até o horário do julgamento, no dia 24.

Para Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), é importantíssima a articulação de movimentos em defesa da democracia e do direito do ex-presidente Lula se candidatar nas próximas eleições presidenciais. “É essencial a presença das centrais sindicais, dos movimentos sociais, na defesa, nesse dia 24 de janeiro, do Estado jurídico de direito. Nós sabemos que isso é a criminalização dos movimentos sociais. O que se tenta fazer é, na sequência da condenação do presidente Lula, é a condenação, ou a perseguição, aos movimentos sociais”, diz.

O coordenador nacional do MST, Gilmar Mauro, também destaca que o ataque ao ex-presidente representa um cerco aos movimentos populares: “A verdade é que não é uma simples defesa do Lula, é uma defesa da democracia brasileira contra a parcialidade do poder judiciário, que atinge Lula, mas atinge toda a esquerda e, principalmente, [atinge] a construção da democracia, que é parte de um processo de mobilização que custou muito sangue e sofrimento”.

Segundo Mauro, esse é um momento que poderá marcar um novo ciclo de politização do povo brasileiro. “Mobilizar a sociedade, nesse momento, envolve não só os setores organizados, mas a população. É politizar um processo que nos permita construir, de fato, um programa não só para alavancar o processo eleitoral desse ano, mas um programa consistente que vá além do calendário eleitoral e que permita discutir um projeto diferente para o Brasil”, destaca.

Em São Paulo, entidades estão organizando um grande ato no dia do julgamento. É esperada a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E no dia 25, o Partido dos Trabalhadores (PT) trabalha com a possibilidade de, independentemente do resultado do julgamento no Tribunal Regional Federal, lançar a candidatura de Lula à Presidência da República.

Também estão previstos atos nas cidades de Alagoas, Baturité (CE), Belo Horizonte (MG), Cametá (PA), Contagem (MG), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Itabaiana (SE), Nossa Senhora de Lourdes (SE), Palmas (PR), Paranavaí (PR), Porto Alegre (RS), Salvador (BA). 

Fora do Brasil, estão confirmadas ações em: Barcelona (Espanha), Berlim (Alemanha), Cidade do México (México), Frankfurt (Alemanha), Madrid (Espanha), Munique (Alemanha), Nova Iorque (Estados Unidos), Paris (França) e Estocolmo (Suécia).

Confira a agenda completa de mobilizações aqui.

18 de Janeiro de 201811:16

Via Brasil de Fato

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