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Membros da Oxfam contrataram prostitutas no Haiti, diz jornal

Membros da Oxfam contrataram prostitutas no Haiti, diz jornal

Cerca de 300 mil pessoas morreram no Haiti após terremoto de 2010.

A ONG britânica Oxfam está no centro de um escândalo envolvendo prostituição. Funcionários da entidade foram acusados de contratar prostitutas no Haiti durante a missão de ajuda humanitária pós-terremoto de 2010.

Uma reportagem do jornal The Times apontou que, após o terremoto que devastou o Haiti e deixou 300 mil mortos, um alto dirigente da Oxfam contratou jovens prostitutas. Fontes asseguram terem visto fotos de orgias em festas sexuais em casas e hospedagens pagas pela Oxfam. Algumas das jovens, inclusive, vestiam camisetas promocionais da ONG, que tem sede em Oxford, na Inglaterra.

Agora, o governo britânico está avaliando se mantém os vínculos de trabalho com a ONG. De acordo com a agência britânica de desenvolvimento internacional (DFID), os diretores da Oxfam demonstraram “falta de juízo” ao investigar o assunto com a devida transparência.

“Queremos que a Oxfam entregue todas as provas que têm desses atos à Comissão Caritativa (instituição que controla as ONGs, ndlr) para que seja feita uma investigação completa e urgente sobre essas acusações tão graves”, pediu o governo britânico.

A Oxfam recebe dinheiro do DFID para executar suas atividades.

De acordo com a BBC, a secretária de desenvolvimento internacional, Penny Mordaunt, vai encontrar com diretores da ONG nesta segunda-feira (12).

Ela considera que faltou à Oxfam “liderança moral” para lidar com o “escândalo”.

Para Mordaunt, qualquer ONG que enfrente uma situação semelhante precisa denunciar à Comissão Caritativa e ser completamente transparente.

O diretor-executivo da Oxfam, Mark Goldring, nega que a ONG tenha tentado encobrir o caso de prostituição.

Ele informa que a entidade foi proativa para investigar os envolvidos e diz que ficou “envergonhado” com o comportamento dos funcionários suspeitos.

(Com informações de outras fontes reunidas pelo HuffPost Brasil)

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ANSA

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