Aranha com rabo tem 100 milhões de anos e é pior do que poderíamos imaginar

Aranha com rabo tem 100 milhões de anos e é pior do que poderíamos imaginar

Se você já sentia medo só de olhar para aranhas, espere até conhecer uma recém-descoberta espécie de aracnídeo que tinha rabo comprido (além das oito pernas).

O animal, chamado Chimerarachne, foi descoberto preservado num pedaço de âmbar, em uma floresta tropical remota de Myanmar.

Embora esse fóssil seja do Cretáceo Médio (há cerca de 100 milhões de anos), os pesquisadores acreditam que o animal possa existir até hoje.

A equipe da Universidade do Kansas já tinha previsto a existência da criatura, mas havia estimado sua existência em cerca de 380 milhões de anos atrás. Somente quando o pedaço de âmbar foi levado à China que houve uma comprovação definitiva.

Paul Selden, do Instituto Paleontológico, afirmou: “Há muita produção de âmbar no norte de Myanmar, e o interesse pelo produto aumentou há cerca de dez anos, quando descobriu-se que esse âmbar era do Cretáceo Médio; portanto, todos os insetos encontrados nas peças são muito mais antigos do que se pensava”.

A aranha conservada no âmbar.

Não há registros de aranhas com rabo, mas esse espécime tem todas as marcas de uma aranha: presas, pedipalpos e fieiras para produção de seda.

Além disso, ele conta um longo flagelo (rabo), que leva seu corpo minúsculo de 2,5 a 5,5 milímetros de comprimento.

Os pesquisadores acreditam que a cauda funciona como uma antena: “Ela detecta o ambiente. Animais que têm uma cauda comprida costumam usá-la para funções sensoriais”, disse Selden.

Eles especulam que, por estar presa no âmbar, a aranha vivesse em troncos de árvores. “Para que uma aranha fique presa, ela pode ter vivido sob a casca do tronco ou no pé de uma árvore, em meio ao musgo”.

Mas eles não sabem se ela se movia como as aranhas que conhecemos: “As fieiras produzem de seda para vários usos – proteger ovos, fazer redes para dormir ou simplesmente deixar rastros. Se a aranha vive num buraco e tem de sair, deixa um rastro para encontrar o caminho de volta”.

“Tudo isso evoluiu antes de as aranhas criarem teias para capturar insetos. Elas foram para o ar quando os insetos foram para o ar. Presumo que essa aranha não fizesse teias.”

Apesar da idade do fóssil, Selden acredita que a aranha com rabo possa existir até hoje, pois é muito pequena e habita um lugar remoto.

*Este texto foi originalmente publicado no HuffPost UK e traduzido do inglês.

Sophie Gallagher

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