O povo nas ruas freou a Reforma da Previdência

O povo nas ruas freou a Reforma da Previdência

Mobilização

Governo retira a Reforma da pauta em dia de luta nacional em defesa da Aposentadoria

Redação |
No Recife, a mobilização contra a reforma contou com cerca de cinco mil pessoas
PH Reinaux

O Fórum das Centrais Sindicais, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, convocaram mobilizações para o dia 19 de fevereiro, o “Dia Nacional de Luta em Defesa da Aposentadoria”. Em diversas capitais e cidades do País aconteceram atos, com diversas categorias de trabalhadoras e trabalhadores aderindo à paralisação.

O governo tentava aprovar a Reforma da Previdência antes do final de fevereiro, inclusive para que ela não fosse tema no processo da disputa eleitoral deste ano. Já são mais de 15 meses de debates no Congresso Nacional. No entanto, o governo não havia conseguido os 308 votos necessários para aprovação do projeto, tudo em razão da resistência popular nas ruas.

Mesmo com as investidas midiáticas sobre os supostos benefícios da Reforma, o governo golpista continua sem convencer o povo das mentiras que não sabe contar. Em um site oficial exclusivo para falar sobre a Reforma da Previdência, falsas informações são passadas, como a de que a reforma seria “Contra privilégios e a favor da igualdade”.

Contudo, tudo isso não passa de uma jogada para ganhar apoio popular. Sem sucesso, já que o povo continua firme contra a proposta. Segundo a pesquisa feita pela CUT – Vox Populi, 85% dos brasileiros discordam da reforma da Previdência e 71% acham que não conseguirão se aposentar se a mudança das regras for aprovada. Está nítido que a população já entendeu que se aprovada, a aposentadoria será apenas um sonho distante na vida das trabalhadoras e dos trabalhadores brasileiros.

O projeto da reforma da Previdência, tal qual apresentado, define o mínimo de 25 anos de contribuição para o direito ao acesso da aposentadoria por idade em relação aos servidores públicos. Já em relação à aposentadoria por tempo de contribuição, a reforma fixa absurdos 40 anos de pagamento do subsídio, além da idade mínima de 65 anos, para que o trabalhador possa receber o valor integral da aposentadoria. Na prática, muitos trabalhadores efetivamente contribuirão por um longo período sem qualquer retorno quando tiverem a sua capacidade de trabalho reduzida por conta da idade e por conta insalubridade do ambiente de trabalho.

Desde que a reforma entrou na pauta do governo, de norte a sul do país ocorreram reações, milhares de pessoas foram as ruas e foi a resistência popular e o povo nas ruas que derrotou, ainda que momentaneamente, a proposta criminosa de Reforma da Previdência do governo ilegítimo de Temer.

23 23America/Sao_Paulo Fevereiro 23America/Sao_Paulo 201812:16

Via Brasil de Fato

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