Ocupação Flores do Campo conquista adiamento de reintegração de posse, em Londrina

Ocupação Flores do Campo conquista adiamento de reintegração de posse, em Londrina

Paraná

Despejo estava previsto para ocorrer esta semana. Para moradores, Poder Público age com descaso

Gabriel Pansardi Ruiz |
A ocupação existe desde outubro de 2016 e atualmente é formada por 160 famílias
Pedro Carrano

Desde que a reintegração de posse da ocupação Flores do Campo, situada na zona norte do município de Londrina, foi prorrogada por três meses, em 21 de novembro de 2017, o que se viu foi o descaso dos poderes públicos municipal e estadual.

“Só falam pra gente sair. Sair pra onde? Nunca tivemos essa resposta. Não temos para onde ir, as famílias que ficaram é porque realmente precisam”, comenta a moradora da comunidade, Eliane Marques. A ocupação existe desde outubro de 2016 e atualmente é formada por 160 famílias.

Em reunião com moradores e moradoras da Ocupação no último dia 19 de fevereiro, o juiz da Primeira Vara Federal, Oscar Mezzaroba Tomazoni, garantiu que não haverá desocupação antes de analisar possibilidades de uma solução pacífica. Tomazoni prometeu analisar a proposta de uma audiência judicial com a Prefeitura de Londrina, Companhia de Habitação de Londrina (Cohab) e Caixa Econômica Federal.

Prefeitura cancela reunião

A agenda com o juiz federal foi conquistada após a prefeitura municipal desmarcar uma reunião convocada pela Defensoria Pública da União (DPU), no dia 8 de fevereiro. Além da prefeitura, Cohab, Caixa Econômica, Polícia Militar (PM), entre outros órgãos foram convidados. O cancelamento ocorreu na véspera, revoltando moradores e moradoras.

O cancelamento ocorreu na véspera, revoltando moradores e moradoras. “Foi um descaso, sequer ficamos sabendo do cancelamento, muitos compareceram”, relata a psicóloga Sara Gladys Toninato, integrante da organização Consulta Popular, que acompanha o dia a dia da ocupação.

Sobre a Ocupação Flores do Campo

O terreno foi ocupado por aproximadamente 800 famílias em outubro de 2016, diante da paralisação das obras por quase um ano. O empreendimento tinha previsão de ser entregue em 2015 e é um projeto do programa Minha Casa Minha Vida, viabilizado pela Caixa Econômica Federal, em parceria com a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar). A construção foi abandonado repentinamente pela Construtora Fórmula Empreendimentos Imobiliários, mesmo tendo recebido 70% do valor da construção. Somente 48% das obras foram executadas.

23 23America/Sao_Paulo Fevereiro 23America/Sao_Paulo 201817:31

Via Brasil de Fato

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