Festival de Berlim 2018: Estes são os filmes brasileiros premiados no evento

Festival de Berlim 2018: Estes são os filmes brasileiros premiados no evento

Cena de Tinta Bruta, vencedor do Teddy de Melhor Ficção na Berlinare.

A revanche do 7×1 que o Brasil sofreu da Alemanha na Copa de 2014 ocorreu durante o 68º Festival Internacional de Berlim, realizado entre 15 e 25 de fevereiro. O Brasil saiu do festival alemão de cinema – uma das maiores vitrines do audiovisual no mundo – com sete prêmios.

Tinta Bruta, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, levou o Teddy (prêmio destinado a produções com temática LGBT) de Melhor Longa de Ficção. A produção também recebeu o prêmio da Confederação Internacional de Cinema de Arte e Ensaio (CICAE) – honraria celebrada entre os exibidores europeus.

O filme narra a história de Pedro, um jovem homossexual que ganha dinheiro e explora a própria identidade por meio de performances em salas de bate-papo na internet.

Bixa Travesty, de Claudia Priscilla e Kiko Goifman e roteiro coescrito por Linn da Quebrada, levou o Teddy de Melhor Documentário. O filme apresenta a trajetória e desenvolvimento da carreira musical da artista de 27 anos, nascida na zona leste de São Paulo e que se declara “bixa travesti”.

Produção grega e francesa, Obscuro Barroco ganhou o Prêmio Especial do Júri Teddy. O filme dirigido por Evangelia Kranioti aborda a cultura queer no Rio de Janeiro.

O documentário Aeroporto Central, de Karim Aïnouz (o mesmo de Praia do Futuro), ganhou o Prêmio da Anistia Internacional na Berlinare. O filme investiga o dia a dia de refugiados da Síria, do Iraque e de outros países que vivem nas áreas desativadas do antigo aeroporto de Tempelhof, situado na capital alemã.

Ovacionado na sessão de estreia, o documentário O Processo, de Maria Augusta Ramos, ficou em terceiro lugar no prêmio do público na categoria Documentário, da Panorama, mostra paralela do Festival de Berlim. O longa mostra os bastidores do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Las Herederas (as herdeiras), de Marcelo Martinesse, ganhou o Prêmio da Crítica da Berlinale, entregue pela Federação Internacional de Imprensa Cinematográfica (Fipresci). A produção é paraguaia, mas contou com aporte do Brasil na coprodução.

Drama sobre a homossexualidade na terceira idade, o filme acompanha a mudança de vida de Chela (Ana Brun) após a prisão de sua companheira de longa data, Chiquita (Margarita Irún), acusada de ter cometido uma fraude bancária.

Ainda não há previsão de estreia dos filmes citados nos cinemas brasileiros.

Amauri Terto

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