Secretários pedem mais tempo para analisar base comum para o ensino médio

Secretários pedem mais tempo para analisar base comum para o ensino médio

Primeira reunião de 2018 do Conselho Nacional de Secretários de Educação, em Fortaleza

Na primeira reunião do ano, Conselho Nacional de Secretários de Educação discute, em Fortaleza, questões como

a implantação da Base Nacional Comum Curricular do ensino médioEduardo Colin/Consed/direitos reservados

Reunidos na capital cearense, secretários de diversos estados discutiram hoje (12) a proposta do Ministério da Educação (MEC) para a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino médio. Os secretários alegaram que não tiveram tempo para conversar com os técnicos dos estados que participaram de reuniões sobre a BNCC na última semana e pediram mais tempo para tentar consolidar uma posição única.

“Eu não estou com uma visão completa da base para que se possa chancelar o que está apresentado. Peço essa reflexão para que possamos tomar uma decisão com bastante pé no chão, porque as consequências podem ser não esperadas”, disse o secretário do Distrito Federal, Julio Gregório Filho.

O presidente do Consed, Idilvan Alencar, também pediu que não se acelere a discussão sobre a base curricular. “Temos que ter responsabilidade. Se a discussão não for bem feita, não respeitar as etapas, quem implanta a base é professor na sala de aula. Eu não aposto em nenhum projeto se os professores não tiverem adesão.”

A expectativa do MEC é encaminhar a proposta da base para o ensino médio ao Conselho Nacional de Educação (CNE) até o fim o mês, quando também será lançada uma plataforma de consulta pública para colher sugestões para o documento. A expectativa é que esse currículo esteja pronto para ser aplicado no ano que vem.

O secretário de Educação Básica do MEC, Rossieli Soares, disse que o posicionamento do Consed está de acordo com as expectativas do ministério. Segundo Rossieli, é importante que seja única a opinião do conselho sobre a BNCC. “A percepção dos secretários é sempre muito importante para dar um norte de condução da discussão por parte do ministério e até do próprio CNE, que quando receber vai conduzir a discussão”, acrescentou Rossieli.

Implementação

O presidente do Consed orientou os secretários a não implantarem a reforma do ensino médio nos estados antes da aprovação da BNCC. “A reforma não pode ser implementada antes da base. Tem algumas questões na base que são definidoras, são macro, e a reforma são os itinerários em função da base.”

Para Idilvan Alencar, só pode haver reforma do ensino médio no país se professor e aluno opinarem sobre ela. “Aqui no Ceará, vai ser dessa forma, e, eu enquanto presidente do Consed, também recomendo a todos os estados. Acho que a gente não pode estar implantando reforma do ensino médio sem discussão com professor. Pode dar problema”, afirmou Alencar.

Ele explicou que a grande mudança da BNCC do ensino médio é que ela vai ser estruturada por área de conhecimento, e não mais por disciplinas como foi feito no ensino fundamental. “Então, temos que saber como vai ser essa transição sem assustar as pessoas, porque o conteúdo das disciplinas vai constar dos componentes curriculares. Cada estado que vai ter como objetivo construir o currículo vai colocar a disciplina nos seus currículos”, disse.

A base para a educação infantil e o ensino fundamental foi aprovada e homologada no fim do ano passado. O documento vai orientar os currículos da educação básica e estabelecerá conhecimentos, competências e habilidades que se espera que todos os estudantes desenvolvam.

*A repórter viajou a convite do Consed

Primeira reunião de 2018 do Conselho Nacional de Secretários de Educação, em Fortaleza

Na primeira reunião do ano, Conselho Nacional de Secretários de Educação discute, em Fortaleza, questões como

a implantação da Base Nacional Comum Curricular do ensino médioEduardo Colin/Consed/direitos reservados

Reunidos na capital cearense, secretários de diversos estados discutiram hoje (12) a proposta do Ministério da Educação (MEC) para a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino médio. Os secretários alegaram que não tiveram tempo para conversar com os técnicos dos estados que participaram de reuniões sobre a BNCC na última semana e pediram mais tempo para tentar consolidar uma posição única.

“Eu não estou com uma visão completa da base para que se possa chancelar o que está apresentado. Peço essa reflexão para que possamos tomar uma decisão com bastante pé no chão, porque as consequências podem ser não esperadas”, disse o secretário do Distrito Federal, Julio Gregório Filho.

O presidente do Consed, Idilvan Alencar, também pediu que não se acelere a discussão sobre a base curricular. “Temos que ter responsabilidade. Se a discussão não for bem feita, não respeitar as etapas, quem implanta a base é professor na sala de aula. Eu não aposto em nenhum projeto se os professores não tiverem adesão.”

A expectativa do MEC é encaminhar a proposta da base para o ensino médio ao Conselho Nacional de Educação (CNE) até o fim o mês, quando também será lançada uma plataforma de consulta pública para colher sugestões para o documento. A expectativa é que esse currículo esteja pronto para ser aplicado no ano que vem.

O secretário de Educação Básica do MEC, Rossieli Soares, disse que o posicionamento do Consed está de acordo com as expectativas do ministério. Segundo Rossieli, é importante que seja única a opinião do conselho sobre a BNCC. “A percepção dos secretários é sempre muito importante para dar um norte de condução da discussão por parte do ministério e até do próprio CNE, que quando receber vai conduzir a discussão”, acrescentou Rossieli.

Implementação

O presidente do Consed orientou os secretários a não implantarem a reforma do ensino médio nos estados antes da aprovação da BNCC. “A reforma não pode ser implementada antes da base. Tem algumas questões na base que são definidoras, são macro, e a reforma são os itinerários em função da base.”

Para Idilvan Alencar, só pode haver reforma do ensino médio no país se professor e aluno opinarem sobre ela. “Aqui no Ceará, vai ser dessa forma, e, eu enquanto presidente do Consed, também recomendo a todos os estados. Acho que a gente não pode estar implantando reforma do ensino médio sem discussão com professor. Pode dar problema”, afirmou Alencar.

Ele explicou que a grande mudança da BNCC do ensino médio é que ela vai ser estruturada por área de conhecimento, e não mais por disciplinas como foi feito no ensino fundamental. “Então, temos que saber como vai ser essa transição sem assustar as pessoas, porque o conteúdo das disciplinas vai constar dos componentes curriculares. Cada estado que vai ter como objetivo construir o currículo vai colocar a disciplina nos seus currículos”, disse.

A base para a educação infantil e o ensino fundamental foi aprovada e homologada no fim do ano passado. O documento vai orientar os currículos da educação básica e estabelecerá conhecimentos, competências e habilidades que se espera que todos os estudantes desenvolvam.

*A repórter viajou a convite do Consed

http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2018-03/secretarios-pedem-mais-tempo-para-analisar-base-comum-para-o-ensino-medio

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