‘Atlanta’, uma série de TV que mostra o horror da infância negra traumatizada

‘Atlanta’, uma série de TV que mostra o horror da infância negra traumatizada

Não sabemos o que esperar quando Darius estaciona uma van de mudanças diante da mansão que o pianista Benny Hope divide com seu irmão Teddy Perkins. Darius, representado por Lakeith Stanfield, foi até a mansão fora da cidade para buscar um piano gratuito com teclas nas cores do arco-íris.

Quando ele vai bater na porta, ela se abre sozinha, rangendo – uma imagem típica de filme de terror, que visa criar um clima de suspense e indicar que Darius corre perigo. Ele entra no hall devagar, olhando em volta e chamando para ver se há alguém em casa. Escondido na sombra está Teddy, que sai devagar de um cantinho ao lado da escada e interroga Darius, espantado, sobre a canção de Stevie Wonder que ele estava ouvindo na van logo antes de chegar.

Daquele momento em diante, Teddy Perkins – o personagem titular do capítulo mais recente de “Atlanta”, de Donald Glover – arrasta Darius e todos nós por um labirinto de voltas e reviravoltas assustadoras, não interrompidas por comerciais. É fácil fazer pouco caso de Teddy, personagem baseado mais ou menos em Michael Jackson, e tachá-lo de esquisito ou bizarro. Na realidade ele é um homem atormentado que viveu o que existe de pior em matéria dos abusos e traumas frequentemente impostos às crianças negras em nome do amor. Cada detalhe do capítulo é apresentado cuidadosamente para deixar claro ao espectador que o tema da segunda temporada de “Atlanta”, “Robbin’ Season” (Temporada da Roubalheira), diz respeito a muito mais do que apenas a perda de bens. Teddy representa os aspectos mais malignos de uma geração de pessoas negras cuja estabilidade mental foi comprometida em nome do sucesso. Darius, por outro lado, simboliza a próxima geração, que luta para desconstruir a ideia antiga de que o único jeito de conservar crianças negras no caminho do bem é através de palmadas.

Taryn Finley e Julia Craven discutem essa questão, como muitas crianças negras são obrigadas a sacrificar sua felicidade infantil em nome do sucesso, além do chapéu de Sammy Sosa e muito mais, no “Run That Back” desta semana.

Aviso: Os spoilers abaixo contêm detalhes sobre o suicídio.

Depois de usar uma caneta vermelha para converter o slogan “Southern Made” (Feito no Sul dos EUA) de seu boné com a bandeira dos Confederados em “U Mad?” (Você está Furioso?), Darius sai da cidade de Atlanta e vai para o campo. Estaciona diante do portão de uma mansão e toca a campainha. Uma voz aguda e estranha lhe pergunta por que ele está ali. Darius foi até lá para buscar um piano com teclas das cores do arco-íris e que é gratuito, de certo modo. Ele anda até a porta, que se abre sozinha, e encontra Teddy Perkins.

Taryn: Este capítulo foi profundo.

Julia: Foi muito profundo, quase tão profundo quanto o chapéu de Sammy Sosa que se confundia com seu tom de pele.

Taryn: Tá vendo? Não vou brincar com você. LMAO (me borrei de tanto rir).

Julia: Ok, vamos começar do começo e percorrer este capítulo com atenção, porque é fora de série. Ainda não entendi tudo que aconteceu, mas estou aqui e estou tentando superar o quanto Donald Glover mexeu com minha cabeça esta manhã.

Taryn: Menina, foi bacana, não? Para começar, adorei que Darius finalmente ganhou seu próprio episódio. E, francamente, acho que ele é o único personagem da série que seria capaz de sobreviver a uma tarde na casa de Teddy Perkins.

Julia: Isso mesmo. O episódio foi bem Darius – foi dark, foi estranho, foi profundo e intelectual, exatamente como ele é. E foi realmente criado para ele.

Adorei o modo como ele usou uma caneta Sharpie vermelha para converter um boné “Southern Made” – e com uma bandeira dos Confederados, de quebra– e mudou o que está escrito para “U Mad”. Amei isso e mais ainda a mulher branca que ficou olhando fixamente para ele depois. Foi muito Darius.

Taryn: Menina. Darius e o boné dos Confederados com “U Mad” me fizeram rolar de rir! No meu caso, acho que eu não teria estado lá para começar, porque não costumo vasculhar murais de mensagens à procura de coisas para buscar de graça na casa de pessoas desconhecidas. Darius pode ficar com tudo isso. Eu, por mim, prefiro comprar minhas coisas na Target.

Julia: Eu curto um bom post num mural de mensagens, mas sou negra, então de jeito nenhum vou alugar uma van de mudanças e ir SOZINHA até uma casa no meio da floresta para buscar um piano (mas o piano era bacana).

Taryn: Acho que só pretos como Darius encontrariam uma coisa assim de graça, kkk.

Julia: Pois é, só pretos como Darius. Então a gente chega à casa do Teddy Perkins. E Darius vai bater na porta, mas ela se abre e Teddy está ali ao lado da escada, na sombra. Foi naquele momento que percebi que era hora de Darius sair de lá o quanto antes. O jeito como estão usando o horror como figura de linguagem nesta temporada é interessante e bem pensado. Fiquei abalada depois deste episódio!

Taryn: Esse aspecto do terror me pegou desprevenida desde o começo. Sim, Darius é imprevisível, mas UAU! E o fato de ele estar interagindo com Teddy – uma figura tipo Michael Jackson, que é fácil de se rotular de “esquisita” à primeira vista, mas cuja história é complexa demais para ser descartada assim – é uma justaposição muito boa. Quando Darius estava apenas se relacionando com Al e Earn, era fácil vê-lo como um sujeito um pouco doido, mas vendo este episódio ficou claro o quanto ele é centrado e importante.

Julia: Isso mesmo, Darius não é o amigo que fica chapado, o carinha negro esquisitinho. É uma pessoa de cabeça boa, que raciocina bem. E possui um ótimo QI emocional, algo que me dá vontade de casar com ele, para falar a verdade.

Parece que neste episódio os aspectos de horror foram usados para destacar a saúde mental das pessoas negras e como ela pode ser frágil. E, para falar a verdade, a família Jackson é o exemplo perfeito de como um homem que pode ter boas intenções, que pode querer o melhor para seus filhos, pode acabar prejudicando-os porque usa essa ideia de “quero o melhor para vocês” como desculpa para maltratá-los.

Quando Darius observou que Teddy “devia estar deprimido” por ter passado o dia sentado no escuro, a resposta de Teddy, “não é fácil, mas talvez um dia um álbum bom saia disso”, nos estava mostrando desde já que aquela era uma pessoa alquebrada, alguém que pensa que sofrimento conduz à grandeza.

E isso é algo que muitas crianças negras são ensinadas a acreditar.

Taryn: Ahã. Esse episódio foi tão triste. Mesmo quando Darius estava olhando as fotos antigas de Benny Hope, o irmão de Teddy (que todo o mundo inicialmente achou que fosse invenção de Teddy, especialmente depois de Teddy mencionar seu problema de pele raro), ele era muito negro, em matéria de seus traços físicos. Cabelo enrolado, narinas de Jackson 5, lábios grossos. Não vimos o rosto real de Benny, mas é óbvio que também Teddy nasceu com esses traços. Fiquei realmente triste vendo Teddy com toda aquelas plásticas e a pele clareada. A casa em que Teddy e Benny vivem é uma representação do trauma com que sempre conviveram. Eles são prisioneiros de sua própria dor.

Darius passou mais tempo e energia descobrindo coisas sobre a educação de Teddy do que provavelmente tinha previsto. Teddy mostra a Darius seu museu próprio dedicado ao trabalho de Benny. Atrás das portas duplas de uma sala do museu há uma homenagem ao comportamento abusivo passado que levou Teddy e Benny a esse ponto: um manequim do pai deles, de pele clara e sem rosto. Teddy diz a Darius que não tem raiva de seu pai por ter batido neles, porque a intenção das surras era moldá-los segundo sua visão do sucesso. Teddy menciona que quer homenagear outros grandes pais (leia-se: pais abusivos) ao longo da história moderna.

Julia: Esse sofrimento ficou muito evidente quando chegamos à sala que ele reservou para seu pai. Ele descreveu seu pai como “o motivo de tudo isso” – e o pai era sem dúvida o motivo de tudo. De seu dinheiro, sua dor, sua solidão, seu modo enviesado de enxergar as coisas, tudo. Quando Teddy descreveu o “treinamento” que seu pai o obrigava a seguir, como ser surrado era o castigo por não ser excepcional em alguma coisa, como seu pai só queria que ele e seus irmãos “dessem o melhor de si” e dizia que “grandes realizações nascem de grande sofrimento” – isso me fez pensar em quantas crianças negras ouvem isso. “Bato em você porque te amo.” “Você precisa ser duas vezes melhor que os outros.” Para preparar você, tipo “vou te bater desde cedo para que você resista, não seja derrotado e faça sucesso”. Já faz algum tempo que eu sei que precisamos parar de ensinar isso aos nossos filhos, mas esse episódio realmente me mostrou isso muito claramente. Não podemos continuar a fazer essa merda com nossos filhos.

“Não se faz uma omelete sem quebrar alguns ovos” me deixou mal. Tantos de nós já ouvimos isso ou algo semelhante quando apanhamos por alguma razão! Eu sei que eu apanhava porque respondia aos adultos e falava palavrões. Se eu sei porque minha avó fazia isso? Sim. Ela não queria que eu respondesse grosso à pessoa branca errada. Queria que eu ficasse de boca fechada e trabalhasse duro para dar certo na vida. E essas lições me ajudaram a me virar bem na América Corporativa, até certo ponto. Mas isso não significa que eu concorde com isso ou que eu vá perpetuar esse tipo de educação com meus próprios filhos. E não significa que eu deveria. Espancar crianças negras até levá-las à submissão não é o único jeito de ajudá-las a dar certo na vida.

Taryn: É deprimente, na realidade. E é injusto ao nível físico e emocional. Muitas crianças negras crescem recebendo essas lições tóxicas, porque muitos pais valorizam a sobrevivência mais que a compaixão. Muitas pessoas das gerações mais velhas acham que surras são ritos de passagem e a maneira mais eficiente de ensinar lições às crianças, ensinando-as não apenas a não se meter em problemas, mas também a ter sucesso na vida e escapar das dificuldades. Foi por causa dessa mentalidade que a réplica do pai de Teddy, no museu, não tinha rosto. Como se ela estivesse dizendo: “Para que perder tempo se emocionando quando há trabalho a ser feito?”

Vale notar também as pessoas que Teddy citou quando disse que ia converter a sala num hall da fama dos grandes pais: Joe Jackson, Marvin Gay pai, Earl Woods (o pai de Tiger Woods), Richard Williams (o pai de Venus e Serena). Todos esses são homens que teriam maltratado seus filhos verbalmente, emocionalmente ou fisicamente com a intenção de convertê-los nas grandes estrelas que acabaram se tornando. Falamos de como Joe Jackson maltratou seus filhos, mas nem sempre dissecamos com calma o impacto real e de longo prazo que isso teve sobre seus filhos, impacto que se prolongou até a idade adulta deles. Essas crianças, e tantas outras crianças negras cujos nomes desconhecemos, estavam sofrendo. E, se não saramos dessa dor, ela gera trauma real e sério.

Quando assisti ao episódio uma segunda vez, uma coisa que mexeu comigo foi uma fala de Teddy, aludindo a algo que outro músico comentou com ele a respeito de Benny: “Ele falou: ‘Seu irmão canta a dor melhor que ninguém’. Benny cantava o que conhecia.”

Se você só conhece sofrimento, você vai enxergar o mundo como sofrimento, enquanto não ocorrer um processo de cura real.

Julia: Sim, aquilo também mexeu comigo. Foi tão real, tão literal, tão sofrido.

Taryn: Sabe o que mais chamou minha atenção? A atitude de Teddy em relação ao hip-hop.

Julia: Conte! Foi o aspecto de respeitabilidade do hip-hop?

Taryn: Ele ironizou de leve quando Darius tocou nesse assunto, disse que o hip-hop ainda não saiu da adolescência. A essência do hip-hop é muito anti-respeitabilidade, e, apesar de ser imbuído de hipermasculinidade, é uma forma maravilhosa de exprimir emoções das quais muitas pessoas negras se envergonham. Como a raiva, por exemplo. O hip-hop dá espaço para a frustração e a rebelião, algo que tenho certeza que o pai de Teddy e Benny devia criticar. E cria um espaço despreocupado em que não somos necessariamente obrigados a nos preocupar com os problemas do mundo. Não precisa ser disciplinado se não quiser. Como falou Darius, algumas pessoas só querem ouvir hip-hop e se divertir. A julgar pelas seis horas diárias de aulas de piano que eles faziam, com certeza o pai deles considerava “divertir-se” como algo que só é feito por gente preguiçosa.

Julia: Uau, como é ser a mulher mais inteligente do mundo?

Taryn: Menina, seria muito melhor se eu ganhasse um salário de acordo!

Julia: Não vou brincar com você hoje, kkk.

Taryn: Hehe.

Julia: Aquela coisa do Teddy sobre sacrifício também foi revelador.

Taryn: Foi mesmo.

Julia: Sempre dizem às crianças negras que precisamos abrir mão de coisas que adoramos fazer para poder ter sucesso na vida. Penso nos jovens negros que curtem arte mas estudam química ou medicina porque seus pais não deixam que eles façam o que gostem como profissão. Vemos isso com Teddy, e Darius toma nota disso no final quando lhe pergunta: “E se você tivesse sido bom em outra coisa?”

Dá para ver no rosto de Teddy que ou ele nunca pensou nisso ou não pensa nisso há muito tempo. E há tantas pessoas bem-sucedidas que são infelizes em sua vida profissional, porque não era isso o que queriam fazer. Elas foram pressionadas a escolher essa profissão para combater a ideia de que todos os negros são pobres. Mas hoje estamos vendo que não somos obrigados a fazer sacrifícios. Como falou Darius, podemos produzir grandes coisas a partir do amor. Sim, é claro que é preciso trabalhar para conseguir qualquer coisa que se queira, mas não precisa ser doloroso. Pode ser paixão, pode ser felicidade, pode ser amor.

Quando Darius finalmente vai levar o piano à van, o elevador passa pelo primeiro andar sem parar e o leva ao subsolo. Ele sai do elevador e se depara com Benny, que lhe manda pegar a arma do sótão e matar a ele e a Teddy. Confuso, Darius sai para levar o piano até sua van, mas o carro de Teddy está bloqueando seu veículo. Darius volta para dentro da casa para pedir a Teddy para tirar o carro dali. Teddy aponta uma arma para ele e lhe revela seu plano de assassinar Benny e fazer com que pareça que foi Darius quem o fez. Darius diz a Teddy que sente muito pelo que lhe aconteceu e que ele merece um pedido de desculpas de seu pai. Ele explica que coisas boas também podem surgir do amor – ideia que Teddy rejeita enquanto regurgita mais do que seu pai lhe ensinou. Ouvimos o elevador chegando, e Benny, que subiu do subsolo, agarra a arma e atira em Teddy antes de se suicidar.

Julia: Sabe que em 2010 Joe Jackson falou a Oprah que bateu em Michael Jackson e que não se arrependia disso. “Isso manteve meus filhos fora da cadeia e no caminho do bem”, ele disse.

Quando não deixamos que as crianças negras sejam crianças, as deixamos traumatizadas. O mundo já vai lhes roubar a inocência da infância. Nossos pais ou parentes mais velhos não precisam se antecipar e fazer isso antes, em um esforço doentio de nos conservar no caminho “certo”.

Taryn: A “adultificação” de crianças negras é realente epidêmica e está prestando um grande desserviço a todos nós. Entendo perfeitamente as razões disso. Acredito que eu tive que amadurecer rápido e abrir mão das coisas por minha própria conta quando meus pais começaram a passar dificuldades financeiras quando eu era criança – não por causa deles, propriamente ditos, mas mais por causa das pressões do mundo. Eu tinha muita consciência do que significa ser negra e ter que enfrentar dificuldades.

Apesar de entender tudo isso, tenho consciência do processo de cura e de desaprender esses padrões pelo qual todos precisamos passar quando se trata das lições que ensinamos às crianças negras e de ter diálogos sadios e produtivos com elas sobre a questão da raça. E precisamos acabar com aquela história de que “é preciso ser duas vezes melhor”. Sabemos que os desníveis educacionais e econômicos existem. Podemos ensinar às crianças negras sobre isso sem limitá-las e fazer com que se sintam inferiorizadas.

O mundo vai tentar fazer isso de qualquer maneira, então o que nós precisamos fazer é lhes mostrar que podem ser tudo o que quiserem e, como disse Tyler the Creator com tanta eloquência, “transmitir a essas crianças negras que elas podem ser quem são”.

**deixa de fazer discurso político**

Julia: O final do episódio, o assassinato-suicídio fraterno, nos dá um vislumbre realista do que pode acontecer quando deixamos esse tipo de sofrimento mental passar sem fazer nada. Teddy e Benny foram impelidos para esse ponto durante toda sua vida.

Era só o que eles conheciam, e ambos tinham resolvido, cada um à sua maneira, pôr fim ao sofrimento. Só que Teddy queria proteger seu orgulho, enquanto Benny não queria que uma pessoa inocente fosse envolvida na história. E imagino que Teddy estivesse maltratando Benny, como ficou evidente pelo sangue nas teclas do piano, depois que vimos a cadeira de rodas diante do piano.

Mas Darius acertou em cheio quando falou: “Seu pai deveria ter pedido desculpas”. Todos nós temos nossas experiências de infância traumáticas, mas quando crescemos PRECISAMOS desconstruir esses modos de pensar.

Sei que a gente não para de falar isso, mas, meu Deus, NÃO É PRECISO BATER EM CRIANÇAS NEGRAS PARA DEIXÁ-LAS SUBMISSAS!

Acho que esse episódio, de uma maneira surreal e sombria, nos dá um vislumbre do que pode acontecer quando fazemos isso. Sim, Teddy e Benny são bem-sucedidos. Mas não são felizes. Não sabem como lidar com seus problemas. Eles são emocionalmente atrofiados, porque nunca deixaram que eles fossem crianças, nunca deixaram que crescessem. Não deixaram que eles fossem quem queriam ser. E isso é injusto.

Senti muito por Teddy e Benny, apesar de não ter certeza se Benny existiu. Mesmo que Benny não fosse real, que fosse um personagem inventado, ele foi criado por Teddy para ser um jeito de escapar de sua vida horrível.

Taryn: Uau! Você literalmente leu meus pensamentos. Teddy estava literalmente espancando Benny. Teddy virou seu pai. Ele não estava furioso com seu pai, porque o idolatrava, algo que ficou evidente não apenas pela estátua, mas também pela obsessão dele com o talento de Benny.

Ele estava até estudando o vídeo de seu pai agredindo Benny verbalmente enquanto estudava. O modo como seu pai batia no piano na fita é o mesmo modo como Teddy bateu no piano quando Darius pediu que ele buscasse os documentos de imposto, em um momento anterior do episódio. Para voltar àquela fala que você mencionou antes, “não é fácil, mas quem sabe a gente tire um álbum bom disso”, ele estava surrando Benny na esperança de alcançar o que via como sendo a perfeição.

Julia: É um jeito trágico de viver. E uma última coisa: quando Teddy falou “amo esta canção”, acho que foi um sinal claro de que o personagem é inspirado em Michael Jackson. Você sabe qual é a GIF da qual estou falando.

Caso você — ou alguém que você conheça — precise de ajuda, ligue 141, para o CVV – Centro de Valorização da Vida, ou acesse o site. O atendimento é gratuito, sigiloso e não é preciso se identificar. O movimento Conte Comigo oferece informações para lidar com a depressão. No exterior, consulte o site da Associação Internacional para Prevenção do Suicídio para acessar uma base de dados com redes de apoio disponíveis.

Julia Craven

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