Marcha Lula Livre homenageia Tereza de Benguela, Ligas Camponesas e Prestes

Marcha Lula Livre homenageia Tereza de Benguela, Ligas Camponesas e Prestes

Em Movimento

Movimentos da Via Campesina caminharão em três colunas que se encontrarão em Brasília

Rafael Tatemoto |
Coluna Prestes montando acampamento e se concentrando em Luziânia
Foto: Joyce Fonseca

A Marcha Lula Livre, organizada por movimentos populares que integram a seção brasileira da Via Campesina, homenageia a partir desta sexta-feira (10) protagonismos da história de lutas do povo brasileiro: Tereza de Benguela, as Ligas Camponesas e Luís Carlos Prestes. 

Em três colunas – Tereza de Benguela, Ligas Camponesas e Luís Carlos Prestes – os marchantes partem de Formosa, Engenho das Lajes e Luiziânia, em Goiás, rumo a Brasília, onde se encontrarão simultaneamente no dia 15. No último dia, quando deve ocorrer o registro de candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, um ato político está previsto. 

Além da defesa do direito de Lula ser candidato, a marcha tem como objetivo denunciar o contexto político brasileiro, marcado, segundo os organizadores, por retrocessos sociais e ataques à soberania nacional. É o que explica Marina dos Santos, integrante da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

“É uma marcha em defesa dos direitos da classe trabalhadora, do campo e da cidade. Hoje nosso pessoal está chegando, com ônibus do Brasil inteiro. Teremos a participação de 24 estados. Amanhã, sairemos as três colunas em marcha, com duas fileiras cada. Todos os movimentos que fazem parte da Via Campesina Brasil farão parte e estarão conosco”, disse. 

Marcas da resistência

Tereza de Benguela foi uma liderança da resistência quilombola durante o século 18. O dia 25 de Julho é legalmente dedicado a ela e às mulheres negras. A coluna, em sua homenagem, será composta majoritariamente por militantes da região centro-oeste e norte do Brasil.

As Ligas Camponesas foram um importante movimento pela reforma agrária, com atuação a partir de 1945 até o golpe militar ao governo de João Goulart, em 1964. Militantes nordestinos marcharão em sua memória.

Já Luís Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança, foi um líder tenentista e, depois, quadro comunista. Será celebrado por marchantes sulistas e do sudeste. 

Alexandre Conceição, também do MST, explica que a Marcha é uma iniciativas dos trabalhadores e trabalhadoras em um “grave contexto” que se soma a outras frentes de luta, como o Dia Do Basta, a Greve de Fome e festivais culturais pedindo liberdade de Lula.

“A crise política no Brasil nos trouxe até aqui. Marchar novamente é preciso para manter a esperança. Nós estamos em mobilização permanentemente para que se liberte o presidente Lula e, ao mesmo tempo, o povo tenha direito a seu voto e de escolher livremente seu candidato. Aquilo que eles prometeram com o golpe, a Ponte para o Futuro, a população já entendeu que foi a ponte para miséria, para a volta da fome e do desemprego”, afirma.

Durante a Marcha, cada integrante caminhará em média 15 quilômetros por dia. 
 

10 de agosto de 201818:30

Via Brasil de Fato

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