Ciro critica Eunício toda semana, mas seus partidos seguem unidos no Ceará

Ciro critica Eunício toda semana, mas seus partidos seguem unidos no Ceará

Ciro Gomes e Eunício Oliveira

(FOTOS: Agência Brasil)

Toda semana é a mesma coisa. Ciro Gomes, presidenciável do PDT, critica a aliança branca do PDT e PT no Ceará com o MDB do senador Eunício Oliveira. E nada muda e todos ficam no mesmíssimo lugar: ambos são governistas, dividem colégios eleitorais e compõem a base aliada do governador Camilo Santana. Estão do mesmo lado.

Se as convicções alardeadas por Ciro e o silêncio resignado de Eunício, respectivamente as maiores lideranças do PDT e do MDB no Ceará, não bastam para a promoção de um rompimento com Camilo, é porque no fundo acabam relativizadas pelas circunstâncias. Não são, portanto, convicções.

Na política, é importante analisar se as falas combinam com as ações. Discursos servem muitas vezes para disfarçar razões que a lógica comum desconhece. E o fato que nem Ciro e Eunício conseguem contornar é que apesar toda conversa, das especulações, dos ruídos e fofocas, PT, PDT e MDB estão juntos no Ceará. Um rápido exame disso à luz do método dedutivo basta para concluirmos que se é assim acontece, é por decisão consensual das lideranças desses partidos.

Dizer que tudo é teatro, que tudo é combinado, talvez seja exagero. Há um desconforto, algum ressentimento nessa união, mas nada que não possa ser superado pelo, digamos assim, pragmatismo político de profissionais experientes.

Wanderley Filho14 de agosto de 201816:15Publicado primeiro em TRIBUNA DO CEARÁ

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