Está nas mãos da ministra Cármen Lúcia, diz dirigente do MPA

Está nas mãos da ministra Cármen Lúcia, diz dirigente do MPA

Greve de fome

Apoiadora dos militantes em jejum concorda que audiência sensibilizou presidenta do Supremo

Júlia Rohden e Guilherme Henrique |
Grevistas seguem no 17º dia em jejum por justiça
Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

O programa Revista Brasil de Fato entrevistou, nesta sexta-feira (17), Maria Cazé, dirigente do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), que está na equipe de apoio aos sete militantes em greve de fome desde 31 de julho, em Brasília.

O jejum dos sete militantes que já dura 17 dias tem como objetivo pressionar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a votarem as ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs), que questionam a prisão após condenação em segunda instância.

Cazé comentou com preocupação o estado de saúde de Rafaela Alves, Jaime Amorim, Vilmar Pacífico, Zonália Santos, Frei Sérgio Görgen, Luiz Gonzaga Silva (Gegê) e Leonardo Nunes Soares.

“Após esse período, há uma situação bastante comprometedora, que coloca a vida dos militantes em situação iminente de risco. Em conversa com a equipe médica, agora começa a aparecer alguns problemas que até então não tinham sido observados”, relatou.

A dirigente comentou sobre a comoção causada na audiência de Frei Sérgio com a presidente do STF, Cármen Lúcia. “E a avaliação que se tem é de que caiu a ficha da ministra Cármen Lúcia sobre o que realmente está em jogo e que isso depende dela. Está na mão dela”. 

Emocionada, a agricultora falou que a rede de solidariedade tem sido um grande suporte para os grevistas. “Isso é uma característica do povo brasileiro, a solidariedade, a humanidade. É justamente por esse sentimento bom, que a gente batalha e luta tanto”. 

Maria Cazé espera que o Supremo tenha “compromisso” e “sensibilidade”.

Ouça a íntegra da entrevista:

17 de agosto de 201816:30

Via Brasil de Fato

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