Metade das estradas do Ceará são qualificadas como regulares, ruins ou péssimas

Metade das estradas do Ceará são qualificadas como regulares, ruins ou péssimas

Rodovia em referência a Quase 60% das estradas do Ceará são qualificadas com irregulares, ruins ou péssimas

Em 2007, apenas 17% das rodovias eram avaliadas como ótimas ou boas (FOTO: Tribuna do Ceará)

De acordo com dados do anuário CNT do Transporte, divulgados pela Confederação Nacional de Transporte, mais de 2 mil quilômetros de rodovias federais foram avaliadas em condições irregulares, ruins ou péssimas.

Comparado a 2007, houve uma melhoria, quando 80% eram consideradas ruins ou péssimas. No mesmo ano, apenas 17% das rodovias eram avaliadas como ótimas ou boas.

O anuário levou em consideração alguns aspectos como qualidade da pavimentação, sinalização e geometria das vias. Pela classificação do pavimento, os dados mais atuais apontam que 47% da malha rodoviária no estado está ótima ou boa e 52% regular, ruim ou péssima.

Por outro lado, a extensão total de rodovias não pavimentadas teve redução de apenas 1,2% em 11 anos. No total, 1.400 rodovias federais do Ceará estão em melhores condições, o que equivale a 39%.

Segundo o professor do Departamento de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Ceará (UFC), Heber Oliveira, falta uma gerência de pavimentação em todo o país, e o problema se agrava pela falta de planejamento em todas as etapas de infraestrutura viária, o que resulta em mais gastos de recursos públicos. “O Brasil não tem uma aplicabilidade racional que vem desde o projeto planejamento e execução”.

Em alguns estados do país, o Exército é responsável por tocar as obras de infraestrutura nas rodovias. Para Heber Oliveira, essa pode ser parte da solução para melhorar a qualidade das estradas. “Onde tem atuado o Exército, a gente percebe que a qualidade das obras tem sido de caráter técnico muito satisfatório”.

A qualidade das estradas impacta, também, nas atividades econômicas. De acordo com o presidente do Conselho de Infraestrutura da Fiec, Heitor Studart, os recursos investidos não acompanham a necessidade de melhorias e a situação da malha viária gera vários impactos. “Isso impacta em mais de 30% só no custo do frete”.

O departamento estadual de rodovias informou que, de 2015 a 2018, o Ceará investiu mais de R$ 2,8 bilhões na melhoria de mais de 3 mil quilômetros de rodovias em todas as regiões do estado. As ações contemplam obras de restauração, pavimentação e duplicação das estradas cearenses.

Confira reportagem de Jackson de Moura para Tribuna BandNews FM:


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Tribuna do Ceará17 de agosto de 201807:30Publicado primeiro em TRIBUNA DO CEARÁ

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