PAPO ESPORTIVO | Afinal, o que esperar do Vasco?

PAPO ESPORTIVO | Afinal, o que esperar do Vasco?

Vasco no Campeonato Brasileiro

Trem Bala da Colina completou 120 anos, mas vive período de incertezas dentro e fora de campo

Luiz Ferreira |
Torcida cruzmaltina anda sem muitos motivos para sorrir
Rafael Ribeiro / vasco.com.br

O Clube de Regatas Vasco da Gama comemorou 120 anos de uma história repleta de glórias. Difícil falar do Trem Bala da Colina sem mencionar a Libertadores conquistada em 1998, o Expresso da Vitória, o time que conquistou o “Super-Super” Campeonato Carioca em 1958 e também o pioneirismo na luta por igualdade racial no futebol ainda na década de 1920. Só que o aniversário do Vasco fez com que muita gente se perguntasse sobre o futuro do clube.

Por mais que se busque motivos para sorrir, a verdade é que eles andam bem escassos. Primeiro pelo que o time vem mostrando dentro de campo. Zé Ricardo, Jorginho e Valdir Bigode passaram pelo comando técnico e nenhum deles conseguiu dar um mínimo de padrão tático ao time. E seja quem for o novo treinador, a missão é complicadíssima. Conseguir tirar o máximo de um elenco montado durante as competições e lidar com a pressão que vem de bastidores e torcida por melhores resultados não é tarefa para qualquer um.

O que será do amanhã do Vasco? Responda se puder 

E fora de campo, as contas do clube beiram o desespero. É penhora daqui, processo judicial ali e ninguém aponta uma solução concreta. A impressão é que todos querem um “pedacinho do bolo”. E a nau segue à deriva. A situação, como todos sabem, é crítica. Será preciso fazer e consertar muita coisa para recolocar o Vasco nos trilhos. Dentro e fora das quatro linhas. E como diz aquele samba famoso, “o que será do amanhã?”

Certo é que o Trem Bala da Colina precisa se recuperar no Brasileirão o mais rápido possível. O jogo contra o Atlético-MG é complicadíssimo e pode ser determinante para as pretensões do time no Brasileirão. Ao mesmo tempo, a diretoria vai tentando “vender o almoço para pagar a janta” e manter a caravela navegando. Antes que mares ainda mais bravios a derrubem de vez.

Flamengo precisa se reencontrar dentro de campo 

Muita gente ficou “pistola” com a convocação de Lucas Paquetá para a Seleção Brasileira. Afinal, o Flamengo vai ficar sem seu principal jogador na partida de ida das semifinais da Copa do Brasil diante do Corinthians. Só que a grande verdade, meus amigos, é que o time precisa se reencontrar dentro de campo a começar pelo jogo contra o Vitória nesta quinta-feira (23). Difícil entender como os jogadores mais cascudos vêm se escondendo nos últimos meses e deixando que a molecada resolva o assunto dentro de campo. E é mais difícil ainda entender como a diretoria não conseguiu preencher as lacunas do elenco com tanto dinheiro em caixa. Tem gente que não gosta quando falo que o Flamengo não tem um supertime. Mas todo mundo se entrega quando aparecem as reclamações sobre a convocação de Paquetá. Que coisa não?

E cadê o Botafogo que eu gosto?

Tá certo que encarar o Palmeiras na casa do adversário é tão complicado quanto tentar manter o emprego depois da reforma trabalhista. Mas a verdade é que o Botafogo também não se ajuda. Principalmente os jogadores. A defesa falhou demais, o ataque segue inoperante e os resultados ruins continuam. Agora foi a vez de Moisés ser infantilmente expulso e deixar o time com menos um em campo justo num momento em que havia equilibrado o jogo no Allianz Parque. E se com os titulares já é complicado, imagine com um time remendado. Gustavo Bochecha, Jean, Rodrigo Pimpão e companhia até que conseguiram fazer o goleiro Weverton trabalhar, mas bola na rede que é bom, nada. E é bom abrir o olho. O Glorioso está a apenas três pontos da zona do rebaixamento. Depois não reclamem que “certas coisas só acontecem com o Botafogo”…

Precisava ser assim, Fluzão?

O Fluminense mereceu a vitória sobre o Corinthians. Jogou com mais vontade e foi mais feliz do que seu adversário. Ponto. No entanto, será que o time de Marcelo Oliveira precisava ter sofrido tanto no Maracanã? Não que o Timão tenha levado muito perigo ao gol de Júlio César. Este que vos escreve viu o Tricolor das Laranjeiras encher um caminhão inteiro de oportunidades desperdiçadas de aumentar o placar e passar menos sufoco. Aliás, esse tem sido um dos grandes problemas da equipe carioca. Tirando o camisa 9 Pedro, todos os outros jogadores precisam ser mais eficientes nas conclusões a gol. Esse ponto foi determinante na derrota para o Internacional e pode ser determinante em outras partidas. A vitória veio. Mas poderia ter sido bem melhor.

Grande abraço e até a próxima!

23 de agosto de 201816:16

Via Brasil de Fato

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