Alunos do Senai de Fortaleza criam cookie que ajuda no funcionamento do intestino

Alunos do Senai de Fortaleza criam cookie que ajuda no funcionamento do intestino

Mesa com latas em cima em referência a Estudantes cearenses criam biscoito com função prebiótica

O projeto está disponível para transferir a tecnologia para industrias que tenham interesse em produzir (FOTO: Divulgação)

Nos últimos tempos, cada vez mais pessoas no mundo têm assumido uma postura ativa na hora de cuidar da saúde, dando mais atenção à nutrição, combinando uma boa alimentação com atividade física. Pensando nisso, alunos e professores do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em Fortaleza criaram o projeto “Cookie Prebiótico Light“.

De acordo com a contribuinte técnica do projeto, Marines Nunes, a ideia surgiu oriunda de um projeto anterior. “Era um bolo, na mesma linha, só que não foi pra frente porque ficou a questão da viabilidade do produto, as pessoas não consomem muito bolo”.

O objetivo do projeto era que tivesse um ingrediente funcional no biscoito, que não fosse só para nutrir e alimentar, mas que tivesse também uma função para saúde. “A gente foi buscar um ingrediente, que é uma fibra dietética, que é natural, que já existe comercialmente, só que é introduzido dentro da preparação do biscoito”.

Além de ser funcional, o produto ajuda no desenvolvimento da flora bacteriana benéfica do intestino. “As pessoas que têm problema de constipação intestinal precisam disso”. Diferente das bactérias presentes nos iogurtes, o biscoito é um alimento prebiótico.

A ideia, que já tinha surgido de um grupo anterior, foi evoluída e inserida no evento do Senai, o Inova Ceará, em 2017. “Entramos novamente mudando a roupagem do produto, que não seria mais o bolo, e sim, cookie.

Após a inscrição no projeto, uma série de testes foram feitas no produto. “Uma parte sensorial era importante, pois não adianta a gente colocar um ingrediente que as pessoas não vão aceitar em termos de sabor. Então, teria que ser um ingrediente que tivesse essa função, mas que não alterasse o sabor”.

Além da função prebiótica, o biscoito pode ser chamado de light, pois na hora de sua produção, é possível conseguir reduzir o teor de gordura que é adicionado na receita. O projeto está sendo desenvolvido e está em busca de empresas que tenham interesse em fazer a transferência de tecnologia.

Ana Carolina Borges, estudante e pesquisadora do Senai Mucuripe, comenta que a melhor forma de enriquecer é investir em saúde e qualidade de vida. “O ingrediente ajuda no desenvolvimento da flora bacteriana. Nossa equipe decidiu colocar uma fibra de origem vegetal em um alimento prático funcional e chegamos ao cookie prebiótico light. As fibras chegam intactas ao intestino, promovendo seu correto funcionamento”.

O produto auxilia na redução da taxa de colesterol, aumento da flora bacteriana benéfica e no combate ao câncer de colo.

Tribuna do Ceará24 de agosto de 201807:31Publicado primeiro em TRIBUNA DO CEARÁ

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