Chacina da Messejana: 34º policial é pronunciado e deve ir a júri popular

Compartilhe
Compartilhe
Share On Google Plus
Compartilhe
Contate-nos

Chacina da Messejana: 34º policial é pronunciado e deve ir a júri popular

Protesto exigindo justiça para o caso. Trinta e quatro policiais vão a júri popular (FOTO: Hayanne Narlla/ Tribuna do Ceará)

Mais um policial militar irá a júri popular no processo que apura a Chacina da Grande Messejana, o assassinato de 11 pessoas ocorrido em novembro de 2015. O soldado Francisco Flávio de Sousa era o único que aguardava sentença de pronuncia.

A decisão foi proferida nesta sexta-feira (7), após a realização do último interrogatório processual. Ambas as partes interpuseram recursos, que foram recebidos pelos juízes do Colegiado da 1ª Vara do Júri de Fortaleza, conforme o Tribunal de Justiça do Estado (TJCE)

Ainda segundo o TJCE, o réu permaneceu em silêncio durante todo o interrogatório — um direito garantido pela Constituição Federal. O processo dele aguardava conclusão de um incidente interposto pela defesa sob justificativa de insanidade mental — cujo resultado foi negativo.

Segundo o Ministério Público Estadual (MP-CE), o soldado Flávio foi chamado, junto a dois colegas, para atender a ocorrência em que foram mortos Antônio Alisson Inácio Cardoso e Jardel Lima dos Santos. No entanto, eles, que estavam de serviço, não prestaram socorro nem fizeram buscas pelos assassinos: apenas tiraram fotos dos corpos. Uma câmera de vigilância, ainda segundo o MPCE, registrou o momento em que cinco veículos passaram pelos policiais.

Segundo uma testemunha, os policiais perguntaram a integrantes do comboio “deu tudo certo aí?“, no que estes responderam “ tudo certo”. Os ocupantes do carro são apontados pelo MP como autores de alguns dos homicídios — inclusive, instante depois, teriam interceptado um ônibus onde estava Renaysson Girão da Silva, matando-o com tiros à queima roupa.

O processo

Os três processos que apuram os episódio da chacina se encontram aguardam o fim dos prazos de razões e contrarrazões dos recursos apresentados pelas partes, informa o TJ-CE. Dos 44 policiais que eram réus, apenas a sargento Maria Bárbara Moreira não recorreu das pronúncias. Dez policiais foram impronunciados e tiveram ordem para que seus processos fossem arquivados — o Ministério Público, porém, apelou em todas as decisões. Os demais policias devem ir a júri popular.

http://tribunadoceara.uol.com.br/noticias/segurancapublica/chacina-da-messejana-34o-policial-e-pronunciado-e-deve-ir-a-juri-popular/Lucas Barbosa

Deixe um comentário