Haddad questiona ‘limite da loucura’ da campanha de Bolsonaro

Haddad questiona ‘limite da loucura’ da campanha de Bolsonaro

DEMOCRACIA AMEAÇADA

Candidato do PT faz alerta de que adversário coloca democracia em risco. “Acordem”, disse à imprensa

Redação RBA |
Haddad em São Paulo, encontra e assume compromisso com pessoas com deficiência. “Nosso desafio é amar o diferente”
Ricardo Stucket

No encontro “Pessoas com Deficiência pela Democracia”, de que participou na manhã deste domingo (14), em São Paulo, o candidato do PT a Presidente da República, Fernando Haddad, assinou um termo se comprometendo a colocar em prática, em seu governo, políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência.

“Quero que as crianças que não têm deficiência possam conviver com crianças que têm. É conhecendo o diferente que formaremos cidadãos. A criança sem deficiência tem direito de conhecer e brincar com a que tem. Nosso desafio é amar o diferente, nos tornamos humanos nesse convívio”, disse.

O candidato lembrou o trabalho que realizou enquanto ministro da Educação, uma parceria intersetorial com outros ministérios levou à inclusão de mais de 400 mil crianças com deficiência nas escolas públicas de todo o país, por meio do programa BPC nas escolas (Benefício de Prestação Continuada), assegurando àquelas crianças o direito de frequentar a escola e ter convívio social.

Bolsonaro no limite

Após o encontro, durante entrevista coletiva, Haddad fez seu mais duro pronunciamento contra o adversário, Jair Bolsonaro (PSL). Ele questionou qual é o “limite da loucura” do candidato da extrema-direita. Para Haddad, as acusações de Bolsonaro estão “ficando sérias, com muita ofensa desnecessária”.

Ele também pediu que a imprensa questione as afirmações do candidato e de seus aliados. “Ou nós colocamos as coisas nos trilhos para sair dessa com liberdade, com respeito, ou nós vamos muito mal. Se a imprensa não ajudar, essa campanha não vai terminar bem. Não é assim que se ganha uma eleição”, disse. “A democracia está em risco. Acordem”.

O candidato do PT também lembrou que faz um apelo à campanha de seu adversário para parar com as notícias falsas e que ele alega que não pode se responsabilizar. Haddad, então, questionou: “mas quem está pagando por tudo isso? Custa barato fazer essa campanha pelo WhastApp? Quem é que paga?”

Haddad lembrou as eleições nunca ocorreram desta forma no Brasil e voltou a chamar Bolsonaro para o confronto de ideias. “Não se ganha uma eleição dessa maneira. É ruim para o país. Vamos debater propostas. E tem uma razão para ele não participar de debates: porque ele não vai poder falar isso na minha cara. Não vai poder afirmar nada do que ele afirma pela internet, frente a frente. Ele não vai conseguir sustentar”.

Ainda aos jornalistas, Haddad destacou que “o PT nunca violou o princípio democrático nos anos em que governou o país. Nenhuma instituição democrática foi enfraquecida. Quem tem de explicar o passado é meu adversário que defende a ditadura, que afirmou que a ditadura errou por torturar e não matar”.

15 de October de 201810:27

Via Brasil de Fato

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