TSE vai investigar disseminação de mentiras pró-Bolsonaro no Whatsapp

TSE vai investigar disseminação de mentiras pró-Bolsonaro no Whatsapp

Escândalo

Justiça eleitoral recusou pedido do PT pela impugnação da candidatura por liminar

Redação |
Bolsonaro e o empresário Luciano Hang, acusado de participar do esquema, posam juntos durante transmissão conjunta pelas redes sociais
Foto: Reprodução Facebook

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Jorge Mussi, determinou, nesta sexta-feira (19), que o TSE investigue o esquema de envio massivo de notícias falsas por meio do aplicativo de mensagens Whatsapp com o objetivo de interferir no resultado das eleições presidenciais. A investigação, porém, deve ser concluída apenas após a realização do segundo turno das eleições, no dia 28 de outubro.

De acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo, empresários que apoiam a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) teriam gasto até R$ 12 milhões em contratos com agências de comunicação digital para a disseminação em massa de mensagens que caluniam Fernando Haddad, candidato do PT a presidente, e promovem Bolsonaro.

A revelação do esquema, que envolve diversas práticas ilegais — em especial, o investimento privado na campanha eleitoral, que configura abuso de poder econômico –, levou a coligação do PT, O Brasil Feliz de Novo, a apresentar um pedido de impugnação da chapa de Bolsonaro à Justiça Eleitoral, sob o argumento de que o candidato da extrema direita tinha conhecimento dos disparos de fake news. Esse pedido, porém, foi negado por Mussi.

“Apesar da previsão legal de concessão de liminares antes mesmo da oitiva da parte contrária, postergando-se o contraditório, essa medida deve ser acompanhada de muita cautela no caso concreto e concedida em caráter excepcional, de forma a prestigiar as garantias constitucionais”, argumentou o ministro, no texto de sua decisão.

Em diversas ocasiões, Bolsonaro e seus filhos manifestaram, por meio das redes sociais, seu envolvimento nos grupos de Whatsapp que teriam sido utilizados para a fraude. O empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, também divulgou vídeo nas redes sociais em que dizia que era importante encerrar as eleições ainda no primeiro turno, para que ele e outros empresários apoiadores de Bolsonaro “perdessem menos dinheiro”.

Nesta sexta-feira, a plataforma, que pertence ao Facebook, desativou diversos grupos utilizados pelas agências de comunicação digital, e inclusive um número utilizado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), que fez uma postagem no Twitter reclamando do ocorrido.

19 de October de 201821:10

Via Brasil de Fato

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