Pesquisa aponta vantagem de Cristina Kirchner no primeiro turno na Argentina

Pesquisa aponta vantagem de Cristina Kirchner no primeiro turno na Argentina

Eleições 2019

Já no segundo turno, Mauricio Macri aparece na dianteira por menos de 1%; presidenciais ocorrem em outubro

Redação |
Ex-presidenta argentina aparece com 2 pontos percentuais de vantagem com relação a Macri
GUE/NGL

Uma pesquisa divulgada na última quarta-feira (2) pela Consultoria de Imagem e Gestão Política (CIGP) aponta que a ex-presidenta da Argentina, a progressista Cristina Kirchner, possui uma ligeira vantagem em relação ao atual mandatário do país, o direitista Mauricio Macri, no 1º turno das eleições presidenciais. O pleito ocorrerá em outubro. 

A consultoria, que ocorreu de modo on-line, ouviu 1.209 pessoas entre os dias 18 e 21 de dezembro. Foram entrevistados moradores do Conurbano de Buenos Aires, Santa Fé, Córdoba, Mendoza, Tucumán e Salta. A margem de erro é de 3%. 

Segundo a pesquisa, Kirchner tem 36,73% das intenções de voto. Macri aparece em segundo lugar com 34,49%. Indecisos somam 8,19% dos votos.

Em um segundo turno, no entanto, Macri aparece na dianteira com uma diferença ainda mais apertada: o atual presidente tem 42,93% das intenções de voto, enquanto Kirchner aparece com 42,19%. Neste cenário, brancos e nulos somam 8,43% dos votos.

Crescimento de Cristina Kirchner

Outro dado relevante da pesquisa é o acelerado crescimento de Kirchner nos últimos meses. Uma consulta semelhante da CIGP apontou que em abril ela possuía somente 24,32% dos votos. Desta forma, a atual senadora apresentou um crescimento de 12,41% nos últimos nove meses.

Macri, no entanto, aparecia em abril de 2018 com 34,53% das intenções de voto. A nova pesquisa mostra que o ex-presidente caiu 0,4% no mesmo período.

Rejeição a Macri

Os dados também mostram que a maior parte dos argentinos estão descontentes com as políticas adotadas por Macri, da coligação Cambiemos. Segundo a pesquisa, 52,92% consideram “negativa” a gestão do atual mandatário.

A economia da Argentina atualmente vive sob crise, com uma forte desvalorização do peso frente ao dólar, o que levou os juros básicos do país a subiram até a elevada taxa de 60% ao ano.

As críticas ao direitista se intensificaram após o governo argentino entrar com um pedido de US$ 50 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI), em julho de 2018. Dois meses depois, o país pediu mais US$ 7,1 bilhões.

4 de January de 201917:00

Via Brasil de Fato

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