Aos terapeutas comunitários do Brasil

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Aos terapeutas comunitários do Brasil

Nestes últimos 30 anos, temos acolhido o sofrimento, as dores da alma de muitos brasileiros. 

Temos uma prática democrática, com regras que garantem a liberdade de expressão sem medo de julgamento e que evitam as manipulações ideológicas.

Justificamos nosso voto e o escolhido, pela maioria, torna-se protagonista da roda.

Na Terapia Comunitária Integrativa escolhemos pela ressonância que gera empatia do que fala o outro com sua boca e com seu comportamento, atitudes e emoções expressas pelo corpo.

Queria alertá-los para uma outra forma, mais sútil, de EMPATIA  ao INVERSO, que motiva nossa escolha.

Quando vivemos num clima de violência, impunidade e as regras da convivência tornam-se a serviço da proteção dos governantes corruptos e quando neste contexto aparece alguém que os afronta, que respira e transpira força bruta, ele exerce um poder de atração e os desavisados se identificam ao poder que não tem, mas que o líder parece ter.

Vemos  nele o mais forte, o mais capaz de dar um basta e aderimos visceralmente a está força bruta e imaginamos que sob sua proteção estaremos mais seguros. Seria uma escolha reativa, inconsciente e inconsequente.

Neste contexto nacional, vejamos se o que dizem os candidatos, está em ressonância com os valores da TCI :

Respeito ao diferente, ver o outro como um recurso, a horizontalidade nas relações e sobretudo o amor que nos une  e nos humaniza promovendo uma cultura de paz.

Estamos vivendo neste segundo turno, um momento delicado, onde somos chamados a fazer uma escolha. Votar em quem vai governar o Brasil. Vamos guardar a serenidade e a maturidade para considerarmos todos os elementos que nos leva a fazer nossa escolha. Que valores estão na base de minha escolha e votação ?

Que força inconsciente está nos levando a escolher um ou outro candidato?

São princípios e valores que promovem a convivência pacífica no respeito à diversidade?

 

REFLITA e DECIDA.

Pense no que diz Castañeda: ”busca teu caminho e ao encontrá-lo, pergunta se tem coração, se tem amor. Se não tiver não siga.“ traduzindo para nosso contexto eleitoral: escolhe o teu candidato e ao faze-lo pergunta se em sua proposta tem amor, tem coração .

Se não tiver não vote n´ELE NÃO.

O autor é presidente da APSBRA-Associação Brasileira de Psiquiatria Social

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Adalberto Barreto14 de October de 201813:12Publicado primeiro em consciencia.net

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