Bahia é campeão de inclusão e democracia

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Bahia é campeão de inclusão e democracia

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Em abril, ação do Núcleo de Ações Afirmativas do clube defendeu a demarcação de terras indígenas

Marcelo Ferreira |
Bahia lançou campanha “Não tem jogo sem demarcação”
Foto: Divulgação EC Bahia

Neste “Abril Indígena”, o Bahia lançou nas suas redes o vídeo “Não tem jogo sem demarcação!”, em que 12 pataxós reivindicam a demarcação de terras. Nos jogos dos dias 17, contra o Londrina pela Copa do Brasil, e 21, contra Bahia de Feira pela final do Campeonato Baiano, a camisa tricolor estampou nomes de indígenas que marcaram a história e atuais lideranças.

“As ações mostram um posicionamento bem claro, acolhendo todos os grupos. É um time do povo, um time da massa”, afirma Diones Anderson Bandeira, torcedor do tricolor baiano nascido em Santo Amaro, região metropolitana de Salvador, que vive há cerca de cinco anos em Porto Alegre.

Na luta contra o preconceito, o clube nordestino lançou uma mascote mulher e negra em 2014. Quatro anos depois, inovou com seu Núcleo de Ações Afirmativas em 2018, batendo um bolão com ações nos estádios e meios de comunicação. Já realizou campanhas contra a intolerância religiosa, contra o racismo e genocídio da juventude negra, deu visibilidade à causa LGBT, entre outras.    

“A Bahia tem a maior concentração de negros do país. O Brasil é miscigenação, mas a sociedade precisa assumir seu racismo. Aqui no Sul é muito forte, a gente vê diariamente. Por isso é importante debater isso no futebol. Precisamos conversar, pensar, debater ideias”, avalia o torcedor.

Este conteúdo foi originalmente publicado na versão impressa (Edição 14) do Brasil de Fato RS. Confira a edição completa.  

7 de May de 201904:22


Publicado Primeiro em Brasil de Fato

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