Bolsonaro cresce e Haddad estanca em primeira pesquisa Ibope após manifestações

GERAL

Bolsonaro cresce e Haddad estanca em primeira pesquisa Ibope após manifestações

Jair Bolsonaro cresceu na pesquisa Ibope a cinco dias das eleições. (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)

Jair Bolsonaro cresceu na pesquisa Ibope a cinco dias das eleições. (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)

A primeira pesquisa Ibope após um final de semana em que milhares de brasileiros foram às ruas pedindo #EleNão, mostrou impacto contrário na disputa eleitoral. O candidato Jair Bolsonaro (PSL), alvo dos protestos, atingiu seu ponto mais alto já detectado pelo instituto e subiu de 27 para 31%. O petista Fernando Haddad se manteve em 21%.

O Ibope divulgou a pesquisa na noite da segunda-feira (1°). Foram ouvidos 3.010 eleitores entre sábado (29) e domingo (30). O nível de confiança da pesquisa é de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Atrás de Bolsonaro e Haddad, estão Ciro Gomes (PDT) com 11%, Geraldo Alckmin (PSDB) com 8%, Marina Silva (Rede) com 4%, João Amoêdo (Novo) com 3%, Alvaro Dias (Podemos) com 2%, Henrique Meirelles (MDB) com 2%, Cabo Daciolo (Patriota) com 1%, Guilherme Boulos (Psol), Vera Lúcia (PSTU), Eymael (DC) e João Goulart Filho (PPL) não atingiram 1% ou não foram citados. Brancos/nulos são 12%, não sabe/não respondeu são 5%.

Em relação ao levantamento anterior do Ibope, divulgado na quarta-feira (26), Bolsonaro passou de 27% para 31%; Haddad estacionou em 21%; Ciro oscilou de 12% para 11%; Alckmin se manteve com 8%; e Marina caiu de 6% para 4%.

2° turno

Nas simulações de 2° turno, Ciro continua sendo o candidato que venceria Bolsonaro com mais facilidade: 45% contra 39%. Alckmin também venceria o líder com 42% a 39%. Com Haddad, Bolsonaro está empatado: 42% a 42%. O candidato do PDT só venceria Marina, com 43% a 38%.

Rejeição

O Ibope também mediu o índice de rejeição a partir da pergunta: “Dentre estes candidatos a Presidente da República, em qual o(a) sr(a) não votaria de jeito nenhum? Mais algum? Algum outro?”. Como os entrevistados podem citar mais de um nome, a soma dos índices pode ultrapassar 100%.

Bolsonaro ainda tem a maior taxa de rejeição, os mesmos 44%. Já Haddad saltou nos índices. Tinha 27%, foi a 38%. Marina teve queda ligeira, de 27% para 25%, Alckmin tem os mesmos 19%, e Ciro Gomes, que estava com 16%, subiu para 18%.

Os índices totais de rejeição foram:

Jair Bolsonaro (PSL): 44%
Fernando Haddad (PT): 38%
Marina Silva (Rede): 25%
Geraldo Alckmin (PSDB): 19%
Ciro Gomes (PDT): 18%
Henrique Meirelles (MDB): 10%
Cabo Daciolo (Patriota): 10%
Eymael (DC): 10%
Guilherme Boulos (PSOL): 10%
Vera (PSTU): 9%
Alvaro Dias (Podemos): 9%
João Amoêdo (Novo): 8%
João Goulart Filho (PPL): 7%
Poderia votar em todos: 2%
Não sabe/não respondeu: 6%

Mulheres

O Ibope também mostrou que a intenção de voto em Jair Bolsonaro cresceu entre as mulheres. O capitão da reserva cresceu de 18% para 24% nessa fatia do eleitorado. Parte das entrevistas da pesquisa foi feita após os protestos convocados por mulheres, que reuniram multidões em grandes cidades do País contra Bolsonaro.

Ainda assim, Bolsonaro tem a maior taxa de rejeição entre as mulheres, com 51%. Haddad cresceu de 20% para 33%. Maria estancou em 24%, Alckmin manteve 15% de rejeição, e Ciro cresceu de 13% para 15%, dentro da margem de erro.

A pesquisa Ibope foi contratada pela TV Globo e “O Estado de S. Paulo” e está registrada no TSE sob o n° BR-08650/2018.

Tribuna do Ceará2 de October de 201811:00Publicado primeiro em TRIBUNA DO CEARÁ

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