“Camilo é quem tem que responder sobre proximidade com Eunício”, diz Gleisi Hoffmann

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“Camilo é quem tem que responder sobre proximidade com Eunício”, diz Gleisi Hoffmann

Parte do PT tem criticado relação de Camilo com Eunício e o MDB. (Foto: Marcos Correa/PR)

Parte do PT tem criticado relação de Camilo com Eunício e o MDB. (Foto: Marcos Correa/PR)

A decisão do PT Ceará em não indicar nome para o Senado não agradou a direção nacional da sigla. A presidente do partido, Gleisi Hoffmann, disse que o Diretório Nacional do PT vai entrar com recurso junto ao Diretório petista no Ceará para derrubar a decisão de não indicar nome o Senado em 2018. A posição do PT, articulada pelo governador Camilo Santana (PT), favorece indiretamente um “inimigo” do partido, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB).

Em entrevista ao Estadão na noite da terça-feira (31), Gleisi reforçou que o PT não apoiará Eunício. “A discussão sobre a vaga será feita no diretório nacional. Ele (Camilo Santana) que tem que responder sobre isso (proximidade com Eunício), estou falando da posição do PT. Nós não apoiamos o Eunício, temos uma posição contrária a ele e o governador sabia disso”, ressaltou Gleisi.

Na segunda-feira (30), Camilo havia dado nova demonstração pública de aliança com Eunício. Em evento de adesão, o governador chegou acompanhado de Eunício e de Cid Gomes (PDT), ambos pré-candidatos ao Senado.

O recurso deve ser avaliado na sexta-feira. No sábado, durante encontro de tática do PT que protocolou a decisão, a deputada federal Luizianne Lins (PT), já havia adiantado a possibilidade de entrar com recurso contra a posição.

O presidente do PT no Ceará, Moisés Braz, em entrevista à Tribuna BandNews, disse que ainda não foi comunicado oficialmente da medida e não acredita que a decisão local será revertida. Em caso contrário, ele afirma que terá de retomar a discussão pela escolha do nome à segunda vaga ao Senado.

“Se for para recorrer, não é só o Ceará que não vai ter candidato ao Senado”, pontuou.

Camilo em encontro de tática do PT no sábado. (Foto: Divulgação/PT Ceará)

Camilo em encontro de tática do PT no sábado. (Foto: Divulgação/PT Ceará)

De todo modo, Braz justifica que a decisão de não lançar nome próprio ao Senado não tem relação com a candidatura de Eunício Oliveira e que não vai fazer “coligação branca” com o MDB.

“Definimos que o Senado não era prioridade nesse momento, mas sem intenção de proteger ninguém nem PDT do Cid (Gomes) nem, muito menos, MDB do Eunício”, afirmou. Moisés Braz disse que ainda o PT não vai manter diálogo com o MDB nem vai orientar nenhum filiado a fazer campanha para Eunício, mas também “não vai proibir”.

Ao abrir mão da segunda vaga ao Senado, a legenda petista impôs como condição que o PDT não lance dois nomes na disputa. Até o momento, o nome do ex-governador Cid Gomes, é o único confirmado. Ainda assim, o presidente estadual do PDT, André Figueiredo, tenta articular a segunda indicação, com apoio público do candidato a presidente da República do PDT, Ciro Gomes.

Ontem, a Juventude Socialista do partido divulgou uma carta aberta pressionando que a legenda apresente os dois pedetistas na disputa pelo Senado.

MDB

Nesta semana, Gaudêncio já havia dito à Tribuna BandNews que a candidatura à reeleição de Eunício Oliveira tem o apoio do PT e de todos os partidos que compõem a aliança do governador. Ele assume que haverá uma aliança informal.

“Se vier novamente uma mudança nessa direção, teria de haver nova votação para o diretório estadual decidir. Não acredito que uma decisão de 240 votos a 70, de uma hora para outra, pode inverter essa votação”, disse Gaudêncio nesta quarta-feira (1°).

Com informações de Jackson de Moura, da Tribuna BandNews FM

Tribuna do Ceará1 de agosto de 201812:30Publicado primeiro em TRIBUNA DO CEARÁ

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