Colombiano é 1º estrangeiro a fazer cirurgia de redesignação de sexo usando pele de tilápia

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Colombiano é 1º estrangeiro a fazer cirurgia de redesignação de sexo usando pele de tilápia   

Colômbia realiza primeira cirurgia de redesignação sexual com pele de tilápia. (FOTO: Divulgação)

O uso da pele de tilápia na área da ginecologia, iniciado a partir de pesquisas desenvolvidas na Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza, ganhou destaque internacional. No último sábado (2), ocorreu em Cali, na Colômbia, a primeira cirurgia estrangeira de redesignação de sexo (masculino para feminino) utilizando a pele do peixe cultivado em abundância no Nordeste brasileiro.

A paciente deve ter alta nesta quarta-feira (7). O produto cultivado pela Instituição vai ser, inclusive, testado pela Nasa, agência espacial dos Estados Unidos.

O procedimento cirúrgico, que teve duração de duas horas, foi realizado em um paciente de 36 anos de idade, por uma equipe que contou com a participação dos pesquisadores cearenses Edmar Maciel Lima Júnior e Leonardo Bezerra, bem como do cirurgião plástico Álvaro Rodriguez, referência na Colômbia e na América do Sul em cirurgia de redesignação sexual.

Outras nove cirurgias já estão agendadas para ocorrer no país até o fim do ano, com matéria prima originária do Banco de Peles de Tilápia, instalado no NPDM/UFC – Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da UFC. O procedimento ganhou o mundo e até séries famosas de TV.

“Sucesso total”, comemoraram os cientistas cearenses ao fim dos trabalhos na Colômbia, na última segunda-feira (5), informando que a paciente deverá ter alta, na Clínica LungaVita, em Cali, até esta quarta-feira. Segundo eles, o procedimento cirúrgico contou com aprovação do Conselho de Ética Médica colombiano e foi precedido por um meeting internacional, com o objetivo de discutir e padronizar a técnica e as estratégias que vão nortear as cirurgias de redesignação sexual com a pele de tilápia em todo mundo. Aspectos éticos e legais, em âmbito internacional, também fizeram parte da pauta.

Autor da técnica de redesignação sexual usando a pele de tilápia, Leonardo Bezerra informa que o procedimento foi testado por uma equipe multidisciplinar da Maternidade Escola Assis Chateaubriand e do NPDM, sob coordenação do médico Odorico Morais.

O uso de pele de tilápia na Ginecologia passou a ser pesquisado a partir do sucesso alcançado com a utilização da membrana no tratamento de queimaduras – pesquisa realizada no Ceará desde 2014, com coordenação do cirurgião plástico e presidente do Instituto de Apoio ao Queimado (IAQ), Edmar Maciel. Segundo Leonardo, com a pele de tilápia, o procedimento cirúrgico ficou mais rápido e menos agressivo.

    Tribuna do Ceará  7 de August de 2019  11:00  

Publicado Primeiro em Tribuna do Ceará

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