Como e quem pode sacar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)?

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Como e quem pode sacar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)?

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O governo coloca o saque como benefício, mas fala pouco dos prejuízos

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O saque é limitado a R$ 500 apenas uma vez ao ano
Agência Brasil | EBC

No final de julho deste ano, o governo Federal liberou o saque de contas ativas e inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A mudança, encabeçada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, permite sacar apenas parte do dinheiro, limitado a R$ 500 uma vez por ano. 

A medida chamou a atenção de pesquisadores da área econômica, porque pode trazer prejuízos ao trabalhador na hora que ele precisar desse valor completo. 

O Brasil de Fato foi às ruas e ouviu a pergunta de Bruna Alves, que trabalha na área de limpeza, e quer saber como funcionam as regras para o saque do FGTS.

Quem responde é o professor do departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Claudemir Galvani:

“Essa é uma novidade, porque até o momento, você só poderia sacar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) quando se aposentasse, fosse demitido sem justa causa ou para comprar um imóvel para o sistema financeiro de habitação. Agora, ocorreu o seguinte, o governo está dando uma alternativa, que consiste em sacar um determinado valor, normalmente o limite é de R$ 500, uma vez por ano. À medida que isso é feito, você saca um recurso que, no futuro, contribuiria para sua aposentadoria. Como estamos numa crise muito grande, muito próximos de uma recessão, o governo entende que R$ 500 ajudariam as pessoas a pagarem suas dívidas. Em contrapartida, se você aceitar entrar nessa possibilidade — porque isso é uma alternativa e não uma obrigatoriedade —, depois, se o trabalhador for demitido, não pode sacar o FGTS integral, apenas 50%. Além disso, ao fazer esta escolha o empregado abre mão da multa de 40% do FGTS, um direito que acontece quando ele é mandado embora. Só lembrando que o FGTS é 8% do salário registrado, que está em carteira. Veja que interessante, o governo coloca como um benefício, mas dá pouca informação a respeito do custo que o trabalhador vai ter pelo fato de estar abrindo mão dessa multa de 40%”.  
 

13 de August de 201913:53


Publicado Primeiro em Brasil de Fato

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