Empresários esperam que Bolsonaro não adote “revanchismo” contra estados fora de sua base

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Empresários esperam que Bolsonaro não adote “revanchismo” contra estados fora de sua base

Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito com 55% dos votos nestas eleições (Foto: Fotos Públicas)

Entidades e setores produtivos apontam propostas para garantir crescimento nos próximos anos com o governo de Jair Bolsonaro. Dentre as medidas está o não “revanchismo” a estados que não compõem a base aliada do governo. Além disso, os empresários apontam a retomada de obras e simplificação do sistema tributário como prioridades para impulsionar a economia. As informações são da Tribuna Band News. 

O presidente da Federação das Indústrias do Estado, Beto Studart, espera que não haja durante o governo Bolsonaro o “revanchismo” em relação aos governos que não compõem a base aliada. Para ele, a medida é necessária para estados, como o Ceará, tenham investimentos que garantam o crescimento econômico.

“Vamos ver como vai ficar as relações políticas. O presidente disse que não haverá revanchismos e os recursos federais vão ter os investimentos certos. Vamos aguardar se essas coisas acontecem”, avaliou Beto.

Além disso, o presidente ressaltou a importância da retomada das obras da Transnordestina para viabilizar o escoamento de mercadorias para importação e exportação. “A Transnordestina passa pelo Porto do Pécem, passa para a distribuição de mercadores que chegam que podem ir para o Maranhão, Piauí e para a Suape, em Pernambuco”, destacou.

O presidente da Fecomércio, Maurício Filizola, por sua vez, acredita que o mercado vai responder positivamente às ideias econômicas da gestão de Jair Bolsonaro. Ele espera que a simplificação do sistema tributário seja priorizado. “A simplificação vai ajudar quem realmente gera emprego e renda ao País que é o empresariado”, afirma.

Para o segmento agropecuário cearense, a expectativas é de medidas para a convivência com a seca. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado, Flavio Saboya, enxerga a necessidade da criação de um fundo para subsidiar a cadeia produtiva nos tempos de seca. “Não há mais razão de não de continuarmos essas crises climáticas sem que tenhamos uma proposta definitiva para a convivência com a seca”, frisa.

Já o vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará, Luís Eduardo Barros, destaca que a participação do economista Paulo Guedes traz boas expectativas devido as propostas liberais. Entretanto, Luís reforça que, nos casos de privatizações, as medidas devem ser feitas com cautelas e planejamento.

“Primeiro vai ter que fazer um estudo completo de cada caso e um estudo de possíveis compradores para montar o leilão. Então, essas coisas devem ser um ano a dois anos, nas melhores hipóteses”, afirma. Para o dirigente, as privatizações podem combater o déficit público e diminuir a pressão de políticos por cargos.

Luís ressalta a necessidade de Bolsonaro de ter um bom diálogo para conseguir avanças as pautas prioritárias durante o mandato. No discurso da vitória, o futuro presidente garantiu que vai governar à luz da Constituição e que os contatos com parlamentares vão garantir a governabilidade do País.

Confira entrevistas à Rádio Tribuna Band News FM:


Tribuna Bandnews FM30 de October de 201815:00Publicado primeiro em TRIBUNA DO CEARÁ

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