Gaudêncio diz que Eunício terá apoio informal de todos os partidos da aliança de Camilo Santana

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Gaudêncio diz que Eunício terá apoio informal de todos os partidos da aliança de Camilo Santana

Apoio de Camilo a Eunício será informal. (Foto: Divulgação)

Apoio de Camilo a Eunício será informal. (Foto: Divulgação)

O presidente estadual do MDB, Gaudêncio Lucena, disse que a candidatura à reeleição de Eunício Oliveira terá apoio “não somente do PT, mas dos demais partidos” da aliança do governador Camilo Santana (PT). Esse “apoio”, no entanto, será informal. PT e PDT, os principais fiadores da coalização de 24 partidos, decidiram que ocuparão apenas uma das vagas na disputa pelo Senado. Ainda que critiquem relação com Eunício, a posição beneficia a campanha do ex-adversário.

“Isso aí já é ponto pacífico. O PT vai apoiar a reeleição do governador Camilo Santana. Da mesma forma, o governador vai apoiar a candidatura do senador Eunício Oliveira”, disse Gaudêncio em entrevista à Tribuna BandNews. Camilo tem sido o fiador do apoio ao presidente do Senado, apesar de alas do PT e do PDT, como o candidato à presidência Ciro Gomes, manterem ataques a Eunício.

Para Gaudêncio, o apoio do PT ao emedebista “é natural”. “Mesmo que haja uma coligação informal, o PMDB receberá o apoio não somente do PT, mas dos demais outros partidos que integram essa coalizão partidária”, ressaltou.

Ex-aliados

O grupo dos Ferreira Gomes, até 2014, era aliado de Eunício Oliveira, principal liderança do MDB no Ceará. A aliança se desfez quando Cid indicou Camilo Santana como seu candidato à sucessão e não Eunício.

Dois anos depois da disputa, no entanto, com Eunício presidente do Senado, o governador do Estado e o senador retomaram parceria política. Nas eleições de 2018, o grupo dos Ferreira Gomes se deparou com um impasse: Camilo quer apoiar Eunício, mas Ciro tem sido opositor ferrenho da parceria.

Em encontro com produtores rurais no município de Varjota na quarta-feira (25), a candidata a deputada estadual e irmã de Cid e Ciro, Lia Ferreira Goms, pediu “pelo amor de Deus” que no Ceará “não votem em ninguém que começa com 15”. “Nem senador, nem presidente, nem deputado federal, nem deputado estadual, nenhum presta”, atacou.

Aliança informal

Ainda assim, PT e PDT acordaram que deixarão uma vaga livre na chapa do Senado. Não é cogitada aliança com Eunício, mas a ausência de um segundo candidato beneficia o presidente do Senado.

Em entrevista ao site A Voz de Santa Quitéria, no domingo (29), Cid evitou polemizar sobre as alianças.

“Já há uma decisão do partido do governador de lançar um candidato ao governo e um candidato do PDT ao Senado. O PDT tem a mesma disposição: coligar-se com PT, apoiar Camilo, indicar o vice na chapa do Camilo e indicar um candidato a senador do PDT”, disse o ex-governador.

No sábado, durante encontro de tática do PT, a ala do partido ligada a deputada federal Luizianne Lins (PT) tentou aprovar a indicação de um segundo nome do PT para o Senado. Foram derrotados, no entanto.

“É muito difícil para nós apoiarmos uma candidatura que foi um dos cabeças do golpe que colocou a Dilma (Rousseff) e o PT fora do governo”, disse o senador José Pimentel, no sábado. Ele havia se colocado como pré-candidato ao Senado pelo partido, mas ficou de fora da chapa.

O presidente do PT no Ceará, Moisés Braz, disse que o partido tem interesse em fazer coligação com o PDT, mas foi claro que o partido não tem interesse no MDB.

Com informações de Jackson de Oliveira

Tribuna do Ceará30 de julho de 201821:16Publicado primeiro em TRIBUNA DO CEARÁ

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