Greve de caminhoneiros afeta estoque do McDonald’s

GERAL
Greve de caminhoneiros afeta estoque do McDonald’s
Cardápios do McDonald's podem ser afetados por causa da greve.

Estradas fechadas, postos sem gasolina e uma crise no abastecimento de supermercados em diversas cidades no Brasil. Mas nada preocupa tanto os brasileiros quanto isto: ficar sem lanches.

Unidades das lanchonetes do McDonald’s no País estão com dificuldade de abastecimento devido a paralisação dos caminhoneiros.

No Rio de Janeiro, o restaurante que fica na Avenida Nossa Senhora de Copacabana está impossibilitado de vender o Big Mac, um dos lanches mais tradicionais da franquia, porque não tem pão.

De acordo com O Globo, o atraso no repasse dos alimentos causou um prejuízo R$18 mil apenas nessa unidade.

E não é somente a distribuição do pão que pode ser afetada. O McDonald’s informou que outros produtos podem faltar no cardápio da rede.

“A paralisação dos caminhoneiros está provocando um desabastecimento no comércio em geral, incluindo todo o setor de alimentação. No caso do McDonald’s, informamos que eventualmente podem faltar alguns produtos do cardápio nos restaurantes da rede. A empresa ainda afirma que está fazendo o possível para normalizar o atendimento onde necessário a fim de não gerar transtornos aos consumidores”.

No Twitter, os brasileiros estão preocupados com o futuro da alimentação no País…

Algumas pessoas estão realmente impressionadas com o peso político da paralisação dos caminhoneiros…

Tem até quem está aproveitando a oportunidade para repensar o plano alimentar…

Será que rola uma negociação?

Mas o aviso foi dado:

A greve dos caminhoneiros, iniciada pelo descontentamento da categoria com o elevado custo do diesel, chegou a seu 4º dia nesta quinta-feira (24).

Nesta quinta-feira, os protestos já atingem 15 estados e o Distrito Federal. No Rio de Janeiro, apenas metade da frota está circulando. A BRT decidiu fechar as estações na zona norte e na zona oeste do Rio pela manhã.

A Infraero chegou a advertir que aeroportos brasileiros corriam risco de ficar sem combustível e, portanto, um cancelamento em cascata de voos poderia ocorrer. As empresas aéreas já adotam um plano de contingência para o pior cenário.

Impacto da greve dos caminhoneiros na política

A pressão toda dos caminhoneiros já surtiu efeito. Ainda na tarde de quarta-feira (23), a Petrobras anunciou redução de 10% no preço do diesel nas refinarias. A queda é de 25 centavos por litro aos consumidores. A promessa é de que o valor mais baixo vá valer por 15 dias.

O presidente da estatal, Pedro Parente, disse que não estava cedendo a pressões “do governo ou de movimentos sociais”. “Estamos fazendo uma avaliação realista da situação do País”, justificou.

Entretanto, o presidente Michel Temer deixou sua digital na decisão da Petrobras, na avaliação do colunista Bruno Boghossian, da Folha.

Ainda ontem, Temer acabou com a Cide (Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico) sobre o diesel. A Câmara dos Deputados zerou a PIS/Cofins sobre combustíveis até o fim de 2018. A votação simbólica em plenário também aprovou a reoneração da folha de pagamento de outros setores para equilibrar as contas, com a menor arrecadação com impostos sobre combustível.

Porém, a Associação Brasileiros dos Caminhoneiros informa que só encerra a greve quando estiver no Diário Oficial da União a isenção de PIS/Confins e Cide sobre o diesel. Está marcada uma reunião da entidade com o governo na tarde desta quinta na Casa Civil.

Equipe HuffPost

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