Grupo de cristãos se reúne na Arquidiocese para se posicionar contra Bolsonaro no 2º turno

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Grupo de cristãos se reúne na Arquidiocese para se posicionar contra Bolsonaro no 2º turno

Membros de pastorais da Igreja Católica e de outras religiões cristãs irão se reunir para discutir o atual contexto político do País. Segundo Ana Maria, membro da pastoral Caritas Arquidiocesana de Fortaleza, o grupo teme uma possível exclusão dos direitos de minorias e de pessoas menos favorecidas com um governo de Jair Bolsonaro (PSL). A reunião deve acontecer nesta quinta-feira (11), às 17h, no Centro Pastoral da Arquidiocese de Fortaleza.

O encontro ecumênico visa definir o posicionamento político que as pastorais da Igreja Católica e de outras religiões cristãs durante as eleições. Segundo Ana Maria, durante o período eleitoral, tem-se visto declarações de incentivo à violência e a falta de atenção a minorias, o que gerou preocupação por parte dos membros das pastorais sociais.

“Vamos discutir esse momento político para saber as possibilidades de retrocesso e avanço. Poder nos posicionarmos no sentido de saber como vamos trabalhar a questão dos direitos humanos”, esclarece Ana Maria.

Na imagem de divulgação da reunião em que aparece a hashtag #Cristãocontraofacismo, são convidadas todas as pessoas cristãs, defensores da democracia, dos direitos humanos e antifacistas. Entretanto, Ana explica que a reunião é restrita apenas para membros das pastorais e grupos de outras igrejas cristãs que trabalham com grupos de minorias: moradores em situação de rua, índios, quilombolas, crianças em situação de desnutrição e pessoas que sofrem com a Aids.

“Como a própria Igreja diz, somos o sal e a luz do mundo. Temos que saber como vamos atuar nisso. Por isso, precisamos refletir juntos”, destaca.

Sobre o #Cristãocontraofacismo, a católica explica que a hashtag não refere-se ao nome do grupo. “Algumas pessoas têm usado essa imagem, mas não é o nome do nosso grupo. Mas, realmente, somos contra o fascismo”, ressalta.

Ana Maria acrescenta também que os membros não são partidários e, caso ocorra um governo de Fernando Haddad, terão um posicionamento crítico sobre medidas voltadas para os grupos de minorias.

Tribuna do Ceará11 de October de 201812:16Publicado primeiro em TRIBUNA DO CEARÁ

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