Mortos na Líbia passam de 200 e ONU alerta para risco de conflito generalizado

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Mortos na Líbia passam de 200 e ONU alerta para risco de conflito generalizado

ÁFRICA

Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários disse que cerca de 25 mil pessoas fugiram

Redação Opera Mundi |
ONU diz que situação na Líbia pode evoluir para conflito generalizado
Wikimedia Commons

O enviado especial da ONU para a Líbia, Ghassan Salamé, advertiu que o país norte-africano se encontra à beira de um conflito bélico generalizado. O total de mortes em consequência dos combates já passou de 200, e segue aumentando também o número de pessoas que estão deixando a região.

Em entrevista nesta quinta-feira (18/04) à AFP, Salamé lamentou as divisões existentes dentro da comunidade internacional, as quais impedem que se chegue um acordo para iniciar um processo de negociações que leve a nação árabe à estabilidade. Na quinta, o Conselho de Segurança se reuniu para analisar o tema, mas não conseguiu chegar em um acordo para tentar acabar com o conflito.

Segundo Salamé, existe atualmente na Líbia um “impasse militar”. No entanto, o emissário da ONU afirmou estar “muito inquieto”, pois é possível que se desate uma “conflagração generalizada” no país.

Os combates têm se intensificado desde que uma organização militar, liderada pelo comandante das forças líbias, Khalifa Haftar, com base na região leste do país, se dirigiu a Trípoli, no início deste mês, para dominar a capital. As tropas do governo interino, encabeçadas por Fayez Al Sarraj, operam desde Trípoli e estão reagindo.

Ambos os grupos emitiram ordem de prisão internacional contra seus respectivos líderes (Haftar e Al Sarraj) por supostos delitos, como “traição à pátria”.

A Organização Mundial da Saúde informou, na quarta-feira (17/04), que 205 pessoas, incluindo 18 civis, morreram, e 913 ficaram feridas, e o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários disse que cerca de 25 mil pessoas fugiram de suas casas.

Após a intervenção da Otan, em 2011, que foi concluída com a derrubada do então ditador Muamar Gaddafi, a Líbia ficou nas mãos de vários grupos armados que disputam o controle do país.

(*) Com teleSUR e Agência Brasil

19 de April de 201915:07


Publicado Primeiro em Brasil de Fato

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