ONU anuncia nova orientação para o Haiti no Conselho de Segurança

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A nova missão da ONU no Haiti, Minujusth, começou em outubro do ano passado.

A nova missão da ONU no Haiti, Minujusth, começou em outubro do ano passadoONU/Marco Dormino

O subsecretário-geral do Departamento de Operações de Paz das Nações Unidas, Jean-Pierre Lacroix, disse nesta terça-feira (3), no Conselho de Segurança da ONU, esperar que a nova missão da organização no país, a Minujusth, “seja a última missão de paz enviada para o Haiti.” A informação é da ONU News.

Segundo ele, a ONU já prepara a mudança da missão de paz para uma missão de desenvolvimento. Nos próximos meses, o seu escritório vai fornecer mais dados sobre esta transição. Lacroix visitou o Haiti nos dias 14 e 15 de março e disse que a Minujusth “está completamente operacional e a implementar o seu mandato de forma ativa.”

O subsecretário-geral disse acreditar que a missão de paz “só pode ser eficiente se tiver uma boa relação com o governo do Haiti e o seu povo, com base em solidariedade e respeito mútuos.” Lacroix admitiu que a relação entre a missão e o governo “podia ter sido melhor” no início, mas disse estar “muito otimista com os esforços e vontade do presidente Moïse e do seu governo para criar um ambiente de mudança.”

Jean-Pierre Lacroix deu os exemplos da reforma do Estado, da manutenção de estabilidade política e social, do combate à corrupção e do estabelecimento de um conselho eleitoral permanente no Haiti. E afirmou que, “apesar destas oportunidades, é preciso lembrar que permanecem riscos e desafios.”

Incertezas

Lacroix avisou que “a fraqueza das instituições de justiça continua a gerar múltiplos desafios e encorajar uma cultura de impunidade. ”

Segundo ele, o Haiti “percorreu um longo caminho para atingir a atual estabilidade política e de segurança, mas incertezas econômicas podem resultar em exclusão, especialmente dos jovens e mais vulneráveis, e minar este progresso.”

O subsecretario-geral explicou que eleições “são uma fonte frequente de instabilidade” no país e que há um novo pleito marcado para o final de 2019. Lacroix avisou que os resultados podem “levar a uma situação mais polarizada, criando um ambiente menos propício a mudanças sistêmicas.” 

Conselho de Segurança da ONU

Reunião do Conselho de Segurança da ONUONU News/Divulgação 

Esta foi a primeira vez que o Conselho de Segurança debateu a situação no Haiti desde que a Minujusth foi lançada, em 16 de outubro do ano passado, em substituição da Minustah.

Brasil no Haiti

No mês de outubro passado, no Rio de Janeiro, um evento comemorativo marcou o final dos trabalhos dos militares brasileiros na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), após 13 anos de atuação, que contou com a participação de 37,5 mil homens e mulheres brasileiros.

* Com informações da Agência Brasil

A nova missão da ONU no Haiti, Minujusth, começou em outubro do ano passado.

A nova missão da ONU no Haiti, Minujusth, começou em outubro do ano passadoONU/Marco Dormino

O subsecretário-geral do Departamento de Operações de Paz das Nações Unidas, Jean-Pierre Lacroix, disse nesta terça-feira (3), no Conselho de Segurança da ONU, esperar que a nova missão da organização no país, a Minujusth, “seja a última missão de paz enviada para o Haiti.” A informação é da ONU News.

Segundo ele, a ONU já prepara a mudança da missão de paz para uma missão de desenvolvimento. Nos próximos meses, o seu escritório vai fornecer mais dados sobre esta transição. Lacroix visitou o Haiti nos dias 14 e 15 de março e disse que a Minujusth “está completamente operacional e a implementar o seu mandato de forma ativa.”

O subsecretário-geral disse acreditar que a missão de paz “só pode ser eficiente se tiver uma boa relação com o governo do Haiti e o seu povo, com base em solidariedade e respeito mútuos.” Lacroix admitiu que a relação entre a missão e o governo “podia ter sido melhor” no início, mas disse estar “muito otimista com os esforços e vontade do presidente Moïse e do seu governo para criar um ambiente de mudança.”

Jean-Pierre Lacroix deu os exemplos da reforma do Estado, da manutenção de estabilidade política e social, do combate à corrupção e do estabelecimento de um conselho eleitoral permanente no Haiti. E afirmou que, “apesar destas oportunidades, é preciso lembrar que permanecem riscos e desafios.”

Incertezas

Lacroix avisou que “a fraqueza das instituições de justiça continua a gerar múltiplos desafios e encorajar uma cultura de impunidade. ”

Segundo ele, o Haiti “percorreu um longo caminho para atingir a atual estabilidade política e de segurança, mas incertezas econômicas podem resultar em exclusão, especialmente dos jovens e mais vulneráveis, e minar este progresso.”

O subsecretario-geral explicou que eleições “são uma fonte frequente de instabilidade” no país e que há um novo pleito marcado para o final de 2019. Lacroix avisou que os resultados podem “levar a uma situação mais polarizada, criando um ambiente menos propício a mudanças sistêmicas.” 

Conselho de Segurança da ONU

Reunião do Conselho de Segurança da ONUONU News/Divulgação 

Esta foi a primeira vez que o Conselho de Segurança debateu a situação no Haiti desde que a Minujusth foi lançada, em 16 de outubro do ano passado, em substituição da Minustah.

Brasil no Haiti

No mês de outubro passado, no Rio de Janeiro, um evento comemorativo marcou o final dos trabalhos dos militares brasileiros na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), após 13 anos de atuação, que contou com a participação de 37,5 mil homens e mulheres brasileiros.

* Com informações da Agência Brasil

http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2018-04/onu-anuncia-nova-orientacao-para-o-haiti-no-conselho-de-seguranca

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